| Wal-Mart mira comércio eletrônico
A recente fusão entre as varejistas online Americanas.com e Subamrino - que resultou na criação da B2W - e os indícios de que a gigante norte-americana desse segmento Amazon deve começar a operar no Brasil em breve começam a pressionar grandes redes de varejo que atual no País mas ainda não oferecem seus serviços pela internet. O Wal-Mart, por exemplo, enxerga o setor como uma de suas prioridades para 2007. Na segunda-feira, 27, o presidente do hipermercado de origem norte-americana, Vicente Trius, afirmou que a empresa planeja participar do varejo online brasileiro, o que deve acontecer ano que vem, mas ainda sem data definida. Segundo Trius, a companhia já vinha acompanhando o movimento de empresas como a Americanas.com e o Submarino, mas resolveu não apostar de forma maciça no setor por causa da preocupação de integrar a aquisição do Bompreço - no Nordeste - e de unidades da bandeira Big, do grupo português Sonae (no Sul, em 2005). Dentro do Wal-Mart, o comércio eletrônico faz parte da alçada de uma vice-presidência, chamada de divisão especial, que também é responsável por outros negócios da companhia, como os postos de gasolina e as farmácias. Há duas semanas o departamento está sob o comando do executivo Carlos Fernandez, profissional egresso da consultoria Accenture. Nas suas operações espalhadas pelo mundo, o Wal-Mart só não vende produtos pela internet no Brasil, na Argentina e no Japão, mas trabalha nessa seara em países latino-americanos como México e Porto Rico. O primeiro passo para atuar no Brasil se deu com a aquisição das operações do Sonae. Dentre os ativos do grupo lusitano, a norte-americana herdou também a bandeira Mercadorama, que vende alimentos pela internet em Curitiba. De acordo com a consultoria e-bit, o comércio eletrônico brasileiro ganhou 2 milhões de novos consumidores, o que totaliza 6,8 milhões de pessoas que preferem realizar compras pelo computador. A estimativa é de que o segmento chegue ao fim de 2006 com movimentação em torno de R$ 4,3 bilhões, o que representa crescimento de 70% em relação a 2005, quando alcançou R$ 2,5 bilhões. Com relação aos investimentos para 2007, Trius disse que o volume de recursos será recorde, sem torno de R$ 850 milhões. O valor servirá para a abertura de 28 lojas espalhadas pelo País. Em 2006, a empresa investiu R$ 600 milhões para abrir 14 pontos-de-venda.
Ruy Barata Neto |