| A Notícia - SC / Online
A aproximação do final do ano traz consigo a preocupação com a compra dos presentes de Natal. Uma alternativa cada vez mais buscada para não enfrentar lojas e estacionamentos lotados são os serviços de vendas pela internet.
Conforme a consultoria e-bit, este ano, as vendas correspondentes ao período natalino, de 15 de novembro a 24 de dezembro, devem arrecadar R$ 1,35 bilhão, 25% a mais do que no ano passado. Entretanto, para aproveitar as comodidades de comprar de casa é preciso cuidado com a segurança das transações na web.
Segundo Fernando Lopes, vice-presidente de varejo da CTIS, que fatura em média R$ 600 mil por mês em negócios online, a cada ano, os consumidores vêm se sentindo mais seguros para comprar pela internet. Dados da e-bit indicam que o e-commerce brasileiro cresceu 24% de setembro de 2007 a setembro de 2008. Mas muitos consumidores ainda têm medo do comércio online.
Para o administrador de empresas e analista financeiro Guilherme Augusto De Jorge, a internet é a última opção. “Não confio muito em passar meus dados, como o número do meu cartão de crédito. Prefiro comprar nas casas comerciais.”
André Kruklis, contabilista e administrador, é o oposto. “Se o preço está bom, compro tudo pela web. Só o supermercado eu ainda não faço online”, diz.
Para o professor de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em criptografia e segurança da informação, Anderson Nascimento, o problema do e-commerce vai além da tecnologia.
“O aumento de segurança não depende só da evolução tecnológica, mas também das pessoas que cuidam das informações confidenciais e da educação do usuário. Quando há mais empresas envolvidas, o risco de existirem falhas de segurança é maior”, diz.
De acordo com o delegado Sílvio Castro, da Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (Dicat), muitos problemas de fraude ocorrem quando os interessados na compra passam dos limites de relacionamento do site de leilão.
A orientação é checar no próprio site, e não clicar nos endereços enviados. Outra dica é ter cuidado com os nomes na conta de depósito e no registro do produto. “Se os nomes forem diferentes, é um indício muito forte de fraude”, explica o delegado, que indica pesquisas para saber se a empresa é realmente confiável. |