Compras online exigem cuidados  
Jornal da Cidade de Bauru  
27/11/2008  
Voltar  
Compras online exigem cuidados

Estimativas apontam aumento de 25% nas transações pela Internet neste final de ano; internauta deve se informar antes


As vendas pela Internet devem movimentar mais de R$ 1 bilhão neste ano, segundo os dados do portal e-bit. Celulares, notebooks, livros, DVDs e CDs fazem parte das listas dos produtos mais procurados em sites de vendas. Porém, o consumidor deve estar sempre atento aos endereços onde vai efetuar a compra. Em alguns casos, uma oferta irresistível esconde um verdadeiro golpe.



De acordo com levantamento do portal de consultoria e-bit, as vendas pela Internet devem crescer 25% em relação ao ano passado. Estimativas da entidade indicam que, entre 15 e 24 de dezembro, as vendas online chegarão a R$ 1,35 bilhão. Esse aumento é sentido também nos Correios. No Natal, o volume de encomendas pela Internet costuma ser cerca de 80% superior à média de outros meses, de acordo com o divulgado.



Apesar do crescimento expressivo, o comércio eletrônico no Brasil ainda tem muito espaço para expandir, na comparação com outros países. De acordo com o e-bit, o número de consumidores eletrônicos passou de 9,5 milhões para 13 milhões, crescimento de 37% em 2008.



Pesquisa do Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (Fia) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que, no Natal de 2008, 21% dos consumidores comprarão pela rede, contra 11,6% em 2007. Os dados foram colhidos em setembro, com a participação de 4.744 internautas residentes no Estado.



Além da praticidade, muitas lojas virtuais oferecem condições melhores de pagamento e preços mais em conta. A pesquisa do Provar também mostrou que, no acumulado do ano, as maiores quedas foram as de aparelhos celulares (19,93%), seguidas pelas de eletroeletrônicos (12,72%) e bens de informática (11,85%).



Mas são exatamente preços mais em conta os chamarizes utilizados por golpistas para atrair consumidores desavisados. Por isso, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) aconselha o cliente a pesquisar a empresa entes de fechar a compra. Amauri Roma, coordenador da entidade em Bauru, informa que o reflexo de problemas com compras no Natal só é sentido a partir de janeiro.



“Nesta época do ano, o volume de compras é maior. Mas as pessoas começam a procurar o Procon algum tempo depois, principalmente para denunciar erro na forma de pagamento, problemas com as mercadorias”, avalia. Por isso, ele elenca uma série de precauções que o internauta deve ter. Roma orienta o consumidor a tirar todas as dúvidas sobre condição de pagamento antes de fechar o negócio, verificar se a marca do produto oferece assistência técnica na cidade.



Idoneidade



Ele também aconselha verificar a idoneidade do site antes de fechar qualquer negócio. “A pessoa deve se certificar se o site existe há algum tempo e verificar se há reclamações contra ele. Além disso, é preciso desconfiar de preços muito baixos”, orienta Roma.



Uma moradora do Jardim Panorama que preferiu não ter o nome divulgado perdeu R$ 350,00 em uma compra online no ano passado. Ela adquiriu uma placa de vídeo para o seu computador, que acabou não sendo entregue. “Pesquisei o preço e ele estava dentro da média. Resolvi comprar pela empresa que tinha o prazo de entrega mais curto”, recorda.



Ela conta que telefonou algumas vezes para a empresa, que depois de algum tempo, deixou de atender as ligações. “Entrei com queixa no Procon e o caso foi parar no Juizado Especial Cível. Mas os responsáveis pela empresa, com sede em Ribeirão Preto, desapareceram”, conta. Apesar do prejuízo, ela continua fazendo negócios pela Internet. “Já comprei boa parte dos presentes deste Natal em uma loja online. Mas em uma empresa conhecida e que nunca me deu problema”, garante.


Lígia Ligabue