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O comércio
de rua deve se preparar porque o paulistano vai esperar mais um
pouco para fazer suas compras. Já na Internet, ao contrário,
o índice de pessoas que não tenciona comprar nada
é bem reduzido. A conclusão é de duas pesquisas
realizadas pelo Programa de Administração de Varejo
(Provar) da Fundação Instituto de Administração
da Universidade de São Paulo (FIA-USP) .
Na primeira
pesquisa, sobre a expectativa de consumo no comércio de rua,
78,1% dos entrevistados decidiram suspender suas compras pelo menos
até outubro. Na outra, que mede a intenção
de compra na Internet no mesmo período, apenas 5,4% não
têm intenção de comprar.
"A diferença
básica entre os resultados é o poder aquisitivo dos
dois públicos: quem frequenta o comércio de rua está
com a renda comprimida e sem condições de comprar.
Já quem costuma comprar pela internet pertence à classe
A, tem renda suficiente para gastar", comenta João Paulo
Lara de Siqueira, coordenador do Provar.
Ele lembra que
a pesquisa de rua aponta justamente uma maior intenção
de não comprar, por parte dos consumidores, justamente porque
ela é feita em cima da avaliação de produtos
duráveis, que são os mais caros. "Todas as pesquisas
indicam que os consumidores de menor renda estão preocupados
apenas em comprar alimentos e, mesmo assim, reduziram bastante as
compras em supermercados."
Eduardo Amorim,
diretor da e-bit (www.ebit.com.br), empresa que realizou
a pesquisa sobre o e-commerce junto com o Provar, concorda que o
poder aquisitivo faz a diferença. Afinal, segundo ele, o
consumidor virtual tem uma renda média de R$ 3,9 mil mensais.
"Este é o fator determinante para o aumento das compras
virtuais e, hoje, já existe 1,5 milhão de compradores".
Acrescenta que
os resultados já eram esperados, porque já se sabe
previamente, que o simples fato de o consumidor ter um computador
em casa faz uma diferença para ele na hora de comprar. "Ele
pode pesquisar preços e fazer as suas opções
de compras com muito maior tranquilidade."
Diz que, em
função da renda do internauta, o mercado das lojas
virtuais tem apresentado um crescimento de cerca de 10% ao ano e,
"só no primeiro trimestre deste ano, as vendas aumentaram
50%." Esclarece que os itens mais comprados continuam os mesmos,
como CDs, livros, " mas recentemente outros tipos de produtos
também começam a ser vendidos, como geladeiras e eletroeletrônicos."
Apesar de a
pesquisa de intenção de consumo existir desde 1999,
esta é a primeira vez que é divulgada junto com as
intenções de compra na internet, para a qual foram
entrevistadas 1,5 mil pessoas.
O coordenador
do Provar diz que o resultado da pesquisa de rua "é
o pior em três anos". Entre os principais grupos que
têm alguma intenção de ir às compras,
6,2% vão adquirir eletroeletrônicos, 5,5% linha branca,
3,7% móveis e 2,7% material de construção.
Nas lojas virtuais, a procura recairá principalmente sobre
o item livros, CDs e DVDs (81,1%), seguido por eletroeletrônicos
(33,8%), produtos de informática (26,5%), produtos para casa
(23,4%), linha branca (12,9%), e automóveis (6,4%).
Ainda de acordo
com a pesquisa Provar/e-bit, o Submarino mostrou-se como
a marca mais conhecida da internet. Foi o site mais lembrado pelos
internautas em todas as linhas de produtos pesquisadas em que atua,
seguido da Americanas. com .
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