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Os homens gastaram
cerca de 30 por cento a mais do que as mulheres em compras de comércio
eletrônico no Brasil no primeiro semestre deste ano.
Além de gastarem mais, os homens foram responsáveis
por 60 por cento das transações realizadas no país
no período, informou o site de pesquisa de mercado e-bit
(www.ebit.com.br), na sexta-feira.
"Os aparelhos
eletrônicos e também os equipamentos de informática
geralmente são produtos mais consumidos pelos homens e têm
um valor agregado maior", explicou em comunicado o diretor
da e-bit Pedro Guasti. As pesquisas da companhia são
auditadas pela PriceWaterHouseCoopers.
Conforme os dados colhidos pela e-bit, que realiza o levantamento
desde 2000-4, os homens sempre roubaram das mulheres a fama quando
o assunto é quem gasta mais na Internet.
Só em junho, segundo a e-bit, as compras dos homens representaram
cerca de 61 por cento do total feito no mês, contra 39 por
cento das mulheres. Já o valor médio de cada compra
masculina foi 29,7 por cento maior que o das mulheres. Em média,
o homem gasta cerca de 260 reais em uma compra online, enquanto
as mulheres, 190 reais.
Segundo o analista
de Internet do instituto Ibope eRatings, Alexandre Magalhães,
do total de 14 milhões de internautas domésticos do
país, 50,1 por cento são homens e 49,9 por cento são
mulheres.
"Os homens continuam sendo responsáveis pela maioria
dos acessos em lojas de comércio eletrônico do país,
apesar de alguns sites contarem com uma participação
muito maior de mulheres", disse Magalhães.
Os dados da
pesquisa do e-bit revelam que as mulheres são mais cautelosas
que os homens na hora da compra na Internet, pois preferem usar
como forma de pagamento o boleto bancário.
"O boleto é um método de compra mais seguro,
mas é responsável por maiores índices de desistências
da compra", disse o diretor de tecnologia do e-bit,
Eduardo Mato Amorim.
Entre os sites de varejo do país, segundo o e-bit,
o Submarino é o que recebe maior número de pedidos.
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