|
A marca da
empresa faz muita diferença no comércio eletrônico.
O último levantamento do instituto de pesquisas e-bit
(www.ebit.com.br), referente a junho, mostra que 50% dos consumidores
virtuais têm como principal razão para escolher uma
loja o fato de já a conhecerem.
"O consumidor
quer segurança e faz a escolha baseado em alguma experiência
bem-sucedida", afirma Pedro Guasti, diretor comercial do e-bit.
A pesquisa indica ainda que 11% dos internautas são levados
à loja por meio de banners vistos em outras páginas
e 9% por indicação de amigos.
A pesquisa também
revela que, além de conhecerem a loja, as mulheres são
mais influenciadas pelas propagandas na TV e em banners do que os
homens. Estes levam mais em consideração a indicação
de amigos. O relatório levou em conta opiniões de
cerca de 10 mil pessoas, que responderam questionários colocados
em 400 lojas virtuais da Web brasileira.
Os questionários
também revelam que o índice de satisfação
do consumidor vem aumentando gradualmente. Há um ano, 75%
dos consumidores diziam estar satisfeitos com as compras na Internet.
Na última pesquisa, o índice subiu para 85%, o segundo
maior desde o início de 2000-4.
A satisfação
maior com as compras virtuais mostra que as lojas virtuais passaram
a se preocupar mais com a qualidade do serviço nos pontos
que são mais importantes para os consumidores. Entres eles
estão a melhoria no sistema de atendimento e o cuidado no
manuseio e no envio dos produtos.
O motivo principal
para a mudança, no entanto, foi a melhoria dos sistemas de
logística, particularmente nos períodos de maior consumo
como Natal e Dia das Mães. "O que mais impacta negativamente
no índice de satisfação do consumidor é
o fato de comprar e não receber a mercadoria no prazo",
afirma Guasti.
O crescimento
da satisfação dos clientes foi acompanhado pela subida
do tíquete-médio, que passou dos R$180 para R$220,
no período de um ano. De acordo com Guasti, o que mais contribuiu
para o aumento desse valor foi a venda de equipamentos eletrônicos
como DVDs, palmtops e computadores.
Durante o período
de um ano, também ocorreu um aumento da participação
dos internautas mais jovens e com menor renda. De acordo com Guasti,
houve um crescimento das vendas para jovens de 18 a 24 anos, com
renda até R$3 mil. Há cerca de um ano, o e-commerce
de varejo no Brasil era representado sobretudo pela população
na faixa etária de 25 a 40 anos, com renda superior a R$
5 mil.
|