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Receita das vendas on-line deste ano já alcança 2001
DCI
12/09/2002

As vendas das lojas virtuais brasileiras apresentaram, até agosto deste ano, um faturamento estimado em torno de R$600 milhões. Esse resultado representa a receita total de 2001.

De acordo com a empresa de pesquisa e marketing e-bit (www.ebit.com.br), a projeção para 2002 é de R$1 bilhão, considerando que dezembro representa de 30% a 40% do total. O crescimento do primeiro semestre deste ano foi de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. "Se compararmos com o crescimento do varejo tradicional, que geralmente fica na casa de um dígito, é um aumento muito expressivo e que deve ser levado em conta pelas empresas", afirma o diretor da empresa, Pedro Guasti.

O varejo virtual desconsidera o comércio de automóveis, leilões e passagens de avião. "Nesses casos, a compra não é 100% feita pela Internet. No caso dos automóveis e passagem de avião, o consumidor precisa ir até o local para adquirir o produto. No caso dos leilões, existe a possibilidade de usar o telefone para comprar a mercadoria anunciada e efetuar o pagamento paralelamente à Internet", explica.

Apenas em agosto deste ano, 43,4% dos internautas residenciais ativos navegaram por pelo menos um site de vendas. Esse número foi recorde no comércio eletrônico do País. "O resultado mostra que o brasileiro continua navegando e que o e-commerce segue se popularizando", afirma o analista de internet do Instituto Brasileiro de Opinião, Pesquisa e Estatística (Ibope) , Alexandre Magalhães. Segundo ele, o Brasil ficou em terceiro lugar no ranking mundial neste mês. A Alemanha, detentora do primeiro lugar, alcançou 59,11%, seguida pelo Reino Unido, com 44,26%.

No mês anterior, o Brasil estava em quarto lugar junto com os Estados Unidos. "O País, além de desempatar com os EUA, ultrapassou a França, que em agosto ficou em quarto lugar com 42,62%", informa.

Até então, o recorde era datado de dezembro e registrava 42,7% dos usuários de lojas virtuais. "O motivo do crescimento é que o Brasil ainda é pouco maduro, mas está em expansão. Ao contrário da maioria dos outros países que estão praticamente estabilizados", acredita.

Magalhães lembra que em setembro de 2000-4, na primeira medição do instituto, foi registrado que apenas 16% dos internautas navegavam em sites de venda. "No início, as lojas on-line eram de CD e livros. Hoje têm tudo".

Outro recorde batido em agosto foi o tempo de navegação. A média foi de dez horas e 49 minutos, 27 minutos a mais do que o tempo atingido em julho. Isso equivale a um crescimento de 4,3%. Para o analista, a expectativa para o próximo ano é que o crescimento ainda aumente. "Quem consome online, confia cada vez mais", afirma.

 
IZABEL DUVA
 
 
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