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Há três
anos, quando as lojas virtuais iniciaram suas operações
no Brasil, a lista de opções de produtos vendidos
pela Internet não passava de livros, CDs, ovos de Páscoa,
perfumes em um total de não mais de 500 itens.
"Agora
a listagem disponível para compras não pára
de crescer. Já são mais de 18 mil itens, por empresa,
em média, o que representa um aumento de 3.600%, no período",
diz Ricardo Theil, diretor Câmara Brasileira de Comércio
Eletrônico. Nesse período, o número de lojas
virtuais também aumentou. Passou de 370 para cerca de 1 mil,
segundo a empresa Webmergers.com.
A Submarino.com,
por exemplo, acaba de introduzir em seu site uma linha de presentes
finos, cujos preços vão de R$ 150 a R$ 300, jóias
semipreciosas, perfumes, de R$ 60 a R$ 300, chocolates finos, a
R$ 36,50 a lata, utilidades domésticas a preços de
mercado, e toda uma linha de importados, de R$ 1 mil a R$ 3 mil.
"A ampliação cada vez maior dos itens à
disposição do consumidor indica que o comércio
eletrônico é um canal de vendas que veio para ficar",
diz Murilo Tavares, presidente da Submarino. Nos últimos
12 meses, a empresa faturou R$ 103 milhões, um crescimento
de 120%, em relação ao mesmo período do ano
passado. A empresa comercializa 85 mil itens.
Stelleo Tolda,
diretor presidente da Mercado Livre, acredita que o comércio
eletrônico nacional se encontra no início de uma curva
ascendente e a tendência "é este mercado continuar
crescendo nos próximos anos". Segundo ele, sua empresa
cresceu 150% no último ano, com um faturamento de R$ 20 milhões
mensais. "Acredito que esse volume deverá crescer 70%
nos próximos seis meses", prevê. O Mercado Livre
comercializa produtos eletroeletrônicos, de telecomunicação
e de informática". O número de itens da empresa
é de 20 mil.
Eduardo Amorim,
diretor de tecnologia da e-bit (www.ebit.com.br), especializada
em pesquisas na Internet, diz que a maior oferta de produtos faz
com que o setor cresça e aumente as opções
para os consumidores. "Com o desenvolvimento da logística
já temos condições de entregar no prazo grandes
volumes de geladeiras e fogões, por exempo".
Também
a Americanas.com, com 55 mil itens, ampliou a sua linha de produtos
com a abertura de uma categoria para os apreciadores de vinhos e
espumantes, para atender clientes das classes A e B.
O e-commerce
brasileiro faturou US$ 906 milhões, em 2001, 170% a mais
sobre 2000-4. A expectativa é chegar a U$ 2 bilhões,
em 2002.
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