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Cresce 69% o número de "e-consumidores"
DCI
06/09/2002

O tíquete médio, ou seja, o valor médio das compras no comércio eletrônico cresceu 26,3% em um ano, passando de R$ 190 em agosto de 2001 para R$ 240 no mesmo mês deste ano, de acordo com um levantamento da e-bit (www.ebit.com.br), empresa de pesquisa on-line. "O tíquete médio no varejo online chega a ser dez vezes superior ao do tradicional", afirma o diretor, Pedro Guasti.

A pesquisa revela também que o número de e-consumidores subiu de 800 mil para quase 1,4 milhão de pessoas em um ano, um aumento de 69%.

"O varejo on-line apresenta crescimento muito expressivo, apesar de ainda representar de 2% a 2,5% no todo", diz Guasti.

Prova disso são os resultados do MercadoLivre . Em agosto de 2001, o site de leilões e comércio eletrônico registrou 10.102 vendas concretizadas. No mês passado, esse número saltou para 93 mil, com uma alta de 821%.

O gerente de marketing, Helisson Lemos, conta que o site assumiu, em outubro de 2001, a base do site iBazar. Além disso, a loja virtual passou a comercializar produtos a preço fixo, de entrega imediata — hoje, 80% das negociações do Mercado Livre são feitas nesse modelo. Houve também maior exposição, com uma estratégia agressiva de marketing.

O diretor da e-bit ressalta que o e-commerce é um mercado relativamente novo. "As grandes lojas têm no máximo cerca de três anos". De acordo com ele, o setor deve ter porcentagens de crescimento anual superiores a 20% ainda nos próximos três anos, até se estabilizar. De 2000-4 para o ano passado, o aumento no faturamento foi de 100%. Para este ano, Guasti prevê que o comércio eletrônico nacional movimente R$ 1 bilhão, valor 50% maior que o de 2001.

"O segmento está mais maduro, já conquistou a confiança dos usuários e o mercado tende a continuar com altas taxas de crescimento", comenta o gerente de comunicação da Americanas.com, Beto Ribeiro.

 
MILA MARQUES
 
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