|
O tíquete
médio, ou seja, o valor médio das compras no comércio
eletrônico cresceu 26,3% em um ano, passando de R$ 190 em
agosto de 2001 para R$ 240 no mesmo mês deste ano, de acordo
com um levantamento da e-bit (www.ebit.com.br), empresa de
pesquisa on-line. "O tíquete médio no varejo
online chega a ser dez vezes superior ao do tradicional", afirma
o diretor, Pedro Guasti.
A pesquisa revela
também que o número de e-consumidores subiu de 800
mil para quase 1,4 milhão de pessoas em um ano, um aumento
de 69%.
"O varejo
on-line apresenta crescimento muito expressivo, apesar de ainda
representar de 2% a 2,5% no todo", diz Guasti.
Prova disso
são os resultados do MercadoLivre . Em agosto de 2001, o
site de leilões e comércio eletrônico registrou
10.102 vendas concretizadas. No mês passado, esse número
saltou para 93 mil, com uma alta de 821%.
O gerente de
marketing, Helisson Lemos, conta que o site assumiu, em outubro
de 2001, a base do site iBazar. Além disso, a loja virtual
passou a comercializar produtos a preço fixo, de entrega
imediata hoje, 80% das negociações do Mercado
Livre são feitas nesse modelo. Houve também maior
exposição, com uma estratégia agressiva de
marketing.
O diretor da
e-bit ressalta que o e-commerce é um mercado relativamente
novo. "As grandes lojas têm no máximo cerca de
três anos". De acordo com ele, o setor deve ter porcentagens
de crescimento anual superiores a 20% ainda nos próximos
três anos, até se estabilizar. De 2000-4 para o ano passado,
o aumento no faturamento foi de 100%. Para este ano, Guasti prevê
que o comércio eletrônico nacional movimente R$ 1 bilhão,
valor 50% maior que o de 2001.
"O segmento
está mais maduro, já conquistou a confiança
dos usuários e o mercado tende a continuar com altas taxas
de crescimento", comenta o gerente de comunicação
da Americanas.com, Beto Ribeiro.
|