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Comércio eletrônico vai crescer 45%
Meio & Mensagem
30/09/2002
 

Atendimento das lojas virtuais também tem melhores índices de aprovação entre consumidores, segundo a empresa de pesquisa e-bit

Um estudo realizado em agosto pelo instituto de pesquisas IDC Brasil projeta crescimento do comércio eletrônico nacional de 45% para este ano. Na comparação entre 2000-4 e 2001, a pesquisa também mostra melhora em 125% na soma das transações de B2B (entre empresas) e B2C (entre empresas e consumidores finais) realizadas no País. Só nos valores relacionados com B2C, o crescimento em 2002 foi de 78%, se comparado ao ano anterior.

Segundo estimativa do IDC, as transações de B2B em 2002 somarão US$ 5,4 bilhões, contra US$ 3,8 bilhões em 2001. Em 2000-4, a cifra foi de US$ 1,7 bilhão. Acrescentando-se a esses volumes os negócios B2C, em 2002 a soma deve chegar a US$ 6,2 bilhões, contra US$ 4,3 bilhões em 2001 e US$ 1,9 bilhão, em 2000-4.

Paralelamente, um acompanhamento eletrônico da e-bit (www.ebit.com.br), empresa de pesquisa e marketing online, mostrou que as lojas virtuais nunca foram tão eficientes nas entregas de produtos aos consumidores. Em agosto, o estudo revelou que 70% das compras chegaram ao seu destino dentro do prazo estipulado pela própria loja. Apenas 11% dos entrevistados ainda aguardavam a mercadoria e 3% receberam somente parte de sua encomenda. A pesquisa foi realizada com compradores efetivos de 400 lojas conveniadas ao e-bit.

Em 2001, o número de clientes satisfeitos era de 62% e 25% dos compradores tinham suas encomendas atrasadas. Em relação ao ano anterior, 2000-4, os números quase não representaram uma melhora, já que a porcentagem de atendimento no prazo era de 60% e de pessoas que ainda esperavam os produtos, 21%.

Um reflexo desse melhor atendimento pode ser percebido pelos números medidos pelo índice mensal e-bit/PricewaterhouseCoopers, que registrou a alta porcentagem de 86% de satisfação dos consumidores da Internet neste mês. Apesar do número representar uma queda em relação ao mês anterior, já que em julho a aprovação foi de 87,2%, a diferença pode ser explicada pelo aumento das vendas no Dia dos Pais.

 

MARINA BASTOS
 
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