|
Depois de anos
enfrentando turbulências de várias origens, os sites
brasileiros de varejo parecem chegar a alguma calmaria. Pontofrio.com
e Americanas.com contabilizam lucros num cenário de economia
hostil. A luta pela sobrevivência tem sua razão: uma
fatia do R$ 1 bilhão que deve ser negociado pelas lojas virtuais
do país, na estimativa da e-bit (www.ebit.com.br),
empresa brasileira de pesquisa e tecnologia em Internet.
A Pontofrio.com
já conhece o gosto do lucro via internet. Ancorada pela tradicional
marca, há 56 anos em atividade, a loja pontocom ganha com
o poder de negociação da gigante Ponto Frio. Isto
facilita preços e pagamento. Resultado: no primeiro semestre
deste ano, registrou ganhos superiores a R$ 900 mil, com vendas
de R$ 32,5 milhões. Por isso, quem indica o caminho da luz
nessa pedreira é Ike Zarmati, diretor-executivo de Vendas
da empresa:
Não
se trata de mágica, e sim de um conjunto de fatores, como
a herança que recebemos do Ponto Frio e atenção
especial à logística para as entregas. Nunca nos aventuramos
a vender produtos baratos. É difícil ganhar dinheiro
nesse ramo com valor médio das compras muito baixo.
A Americanas.com também está feliz. No primeiro semestre
deste ano, vendeu R$ 54,8 milhões. Lucro operacional: R$
332 mil. Excelente marca frente ao prejuízo de R$ 9 milhões
no mesmo período de 2001. Nada mal para uma empresa que já
foi considerada pedra no sapato das Lojas Americanas, devido a sucessivas
perdas trimestrais.
O mercado
está soprando a favor garante German Quiroga, diretor
de Tecnologia da casa, para quem o lucro, agora, vai virar rotina.
Um internauta leva três anos para tornar-se um consumidor
on-line. O público que chegou à Internet pelo acesso
gratuito está começando a comprar agora.
|