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Lojas virtuais prevêem alta de até 62% nas vendas natalinas
DCI
20/09/2002
 

O comércio eletrônico vive boas perspectivas para o Natal deste ano. Os sites do setor prevêem crescimento de vendas natalinas acima do aumento natural que o setor vem registrando mês a mês, em comparação ao mesmo período do ano passado, por ser um segmento novo, ainda em expansão. O MercadoLivre , por exemplo, projeta para dezembro deste ano crescimento de vendas 30% acima do aumento natural que vem sendo registrado mês a mês pelo site, segundo o gerente de marketing, Helisson Lemos. De agosto de 2001 para o mesmo mês deste ano, o número de vendas concretizadas no MercadoLivre subiu de 10 mil para 93 mil, o que representa uma alta de 930%.

No ano passado, o DVD player foi o item mais vendido no site, que não comercializa diretamente os produtos, funcionando como intermediário da negociação. "Este ano estamos apostando em computadores e notebooks", diz Lemos.

Ele conta que a empresa vai disponibilizar uma página especial para o Natal, organizada por ranking de valores, com os melhores produtos. "Incentivado pelo site, o próprio vendedor cria a expectativa de estabelecer preços mais baixos, com frete grátis", afirma.

Já no Submarino , a expectativa é de incremento de até 62% nas vendas para o Natal deste ano. O site espera atender 450 mil pedidos, ante os 310 mil feitos em 2001. O tíquete médio também deve aumentar de R$ 120, no Natal do ano passado, para R$ 140 na mesma data em 2002.

O faturamento da empresa de 15 de novembro a 24 de dezembro de 2001 foi de R$ 22 milhões. No período, o Submarino armazenou em seu estoque, mais de 820 mil itens para proporcionar a pronta-entrega. Entre os mais de 600 mil itens, destacam-se CDs, livros, DVDs e brinquedos. Durante o Natal do ano passado, a empresa enviou pedidos para 1.765 cidades do Brasil, além de 120 no exterior. As vendas para a data em 2001 foram 2,5 vezes maiores em relação à mesma época de 2000-4.

As previsões de crescimento confirmam as tendências do segmento de e-commerce, cujo volume de produtos negociados no Brasil quase triplicou em dois anos, com um aumento de 65% no número de e-consumidores de 2001 para 2002, segundo a empresa de pesquisa e marketing online e-bit (www.ebit.com.br). "As lojas virtuais estão vendendo mais e para mais pessoas. Mesmo assim estão melhorando e atendendo dentro do prazo um índice maior de seus pedidos", diz o diretor, Pedro Guasti.


 

MILA MARQUES
 
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