|
O comércio
eletrônico vive boas perspectivas para o Natal deste ano.
Os sites do setor prevêem crescimento de vendas natalinas
acima do aumento natural que o setor vem registrando mês a
mês, em comparação ao mesmo período do
ano passado, por ser um segmento novo, ainda em expansão.
O MercadoLivre , por exemplo, projeta para dezembro deste ano crescimento
de vendas 30% acima do aumento natural que vem sendo registrado
mês a mês pelo site, segundo o gerente de marketing,
Helisson Lemos. De agosto de 2001 para o mesmo mês deste ano,
o número de vendas concretizadas no MercadoLivre subiu de
10 mil para 93 mil, o que representa uma alta de 930%.
No ano passado,
o DVD player foi o item mais vendido no site, que não comercializa
diretamente os produtos, funcionando como intermediário da
negociação. "Este ano estamos apostando em computadores
e notebooks", diz Lemos.
Ele conta que
a empresa vai disponibilizar uma página especial para o Natal,
organizada por ranking de valores, com os melhores produtos. "Incentivado
pelo site, o próprio vendedor cria a expectativa de estabelecer
preços mais baixos, com frete grátis", afirma.
Já no
Submarino , a expectativa é de incremento de até 62%
nas vendas para o Natal deste ano. O site espera atender 450 mil
pedidos, ante os 310 mil feitos em 2001. O tíquete médio
também deve aumentar de R$ 120, no Natal do ano passado,
para R$ 140 na mesma data em 2002.
O faturamento
da empresa de 15 de novembro a 24 de dezembro de 2001 foi de R$
22 milhões. No período, o Submarino armazenou em seu
estoque, mais de 820 mil itens para proporcionar a pronta-entrega.
Entre os mais de 600 mil itens, destacam-se CDs, livros, DVDs e
brinquedos. Durante o Natal do ano passado, a empresa enviou pedidos
para 1.765 cidades do Brasil, além de 120 no exterior. As
vendas para a data em 2001 foram 2,5 vezes maiores em relação
à mesma época de 2000-4.
As previsões
de crescimento confirmam as tendências do segmento de e-commerce,
cujo volume de produtos negociados no Brasil quase triplicou em
dois anos, com um aumento de 65% no número de e-consumidores
de 2001 para 2002, segundo a empresa de pesquisa e marketing online
e-bit (www.ebit.com.br). "As lojas virtuais estão
vendendo mais e para mais pessoas. Mesmo assim estão melhorando
e atendendo dentro do prazo um índice maior de seus pedidos",
diz o diretor, Pedro Guasti.
|