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O polêmico pop-up ainda é ferramenta eficaz de publicidade online
AESetorial
29/10/2002
 

Em vez de disparar constantes janelas de anúncio, os famosos pop-ups, os principais sites brasileiros perceberam que é mais proveitoso – em termos de retorno publicitário - poupar a paciência do internauta. É a era da política consciente de pop-up, que garante maior visibilidade ao anúncio e, portanto, valoriza a campanha publicitária.

No portal de serviços da Microsoft, o MSN, a partir de pesquisas ficou decidido que a fórmula de utilização dessas ferramentas é de um pop-up por usuário a cada 14 dias. "Ou seja, o usuário verá um pop-up a cada duas semanas", afirma o diretor-geral do MSN Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira. Segundo ele, "se há um período de publicação, há mais curiosidade por parte do internauta".

Estratégia diferente é adotada pelo portal iBest!, que usa a política "de mercado": um pop-up por seção. "A maior parte dos internautas fecha o pop-up antes mesmo dele ser carregado. Mas aqueles que esperam, de fato abrem", garante o diretor de conteúdo do portal, Alexandre Barreto. Mas, segundo Barreto, os quadros de anúncio online são eficientes. "A taxa de cliques em um pop-up chega a ser cinco vezes maior que a de abertura de um banner", justifica, comparando o método às tiras publicitárias que ficam dentro das páginas, os banners.

Consenso

Para o diretor de marketing da e-bit (www.ebit.com.br), empresa online de marketing e pesquisa, Camilo Perez, leva ambas as estratégias em consideração. "Toda pessoa experimentada em Internet fecha o pop-up como que por reflexo", pondera Perez. "Mas é inegável que a taxa de abertura dos pop-ups, pelo menos por enquanto, é bem superior à dos banners", reitera.

Na contramão de MSN e iBest, a America On Line decretou o fim dos pop-ups nas novas versões de seu software de acesso à Internet, medida também adotada pelo MSN nos Estados Unidos - lá, o portal da Microsoft também é provedor pago de Internet.

 

STELLA FONTES
 
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