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Por muito tempo,
duas regras foram consideradas primordiais para a construção
de um website: navegação fácil e pouquíssimo
peso na hora de carregar a página. Hoje, os conceitos já
foram absorvidos pela maior parte dos web designers e ganha espaço
uma nova preocupação, com ares de ciência social:
o comportamento do usuário na Internet como ponto de partida
para o desenvolvimento de páginas e ferramentas Web. Tudo
para acertar em cheio as preferências do internauta, manter
público cativo e alavancar ainda mais audiência.
De olho nessa tendência, o MSN, portal de serviços
da Microsoft, contratou uma equipe de antropólogos que tem
por objetivo apurar junto aos internautas norte-americanos como
eles se movem, ou melhor navegam, na rede. "Estamos dando um
passo além nos estudos de Usabilidade", afirma o diretor-geral
do MSN Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira. Por Usabilidade entendem-se
os estudos sobre os princípios que devem ser aplicados na
construção de websites.
Personalização
Segundo Oliveira, a análise final dos antropólogos
permitirá a construção de produtos padronizados
o que significa que poderão ser aplicados em todo
o mundo e personalizados. "Verificaremos como o usuário
utiliza as diferentes ferramentas da Internet, como e-mail, e ofereceremos
o produto que ele deseja", explica. Somente por aqui, o MSN
registra mensalmente 10 milhões de usuários únicos.
De acordo com o diretor de marketing da e-bit (www.ebit.com.br),
empresa online de marketing e pesquisa, Camilo Perez, um bom site
parte do princípio "o internauta é quem manda".
Para tanto, uma boa pesquisa sobre o comportamento do público-alvo
cai bem antes de desenhar a página na Internet. "Também
é preciso considerar que dez entre dez internautas preferem
navegação rápida a imagens pesadas que reduzam
a velocidade de navegação", alerta. Conhecer
o público, acrescenta Perez, também beneficia o portal
na hora de negociar espaços publicitários.
Preferências
Para atrair cada vez mais internautas, o MSN analisa cada clique
do usuário durante a navegação no portal. "Assim,
conseguimos levantar um banco de dados que determina quais são
as preferências do usuário, qual o conteúdo
que mais o atrai e de quais imagens ele mais gosta", afirma
Oliveira. Um dos resultados práticos desse tipo de análise,
segundo ele, foi o deslocamento da barra de canais do lado esquerdo
para o direito da homepage. "Isso é resultado de pesquisa",
garante.
Embora as pesquisas orientem quase todos os passos da equipe de
design e conteúdo do MSN, o diretor-geral do portal no Brasil
lembra que é necessário ter discernimento na hora
de levar a cabo grandes mudanças de layout. "É
preciso verificar se essas mudanças são realmente
necessárias, porque o usuário tem de estar habituado
ao layout para que a navegação seja mais fácil",
alerta. O formato padrão do portal, segundo Oliveira, é
definido pela matriz nos Estados Unidos.
O conteúdo cabe a cada subsidiária do MSN e é
alterado diariamente. "A equipe brasileira de conteúdo
analisa o que está na home e qual o assunto mais escolhido
pelo cliente", diz Oliveira. "Isso também é
muito importante como dado para elaboração de peças
publicitárias, para que o nosso anunciante atinja seu público-alvo".
Mais dicas
Textos simples, imagens sofisticadas somente quando o assunto justifique
tão grande uso de memória e contraste entre fonte
e fundo de tela também estão na lista das virtudes
de um website, segundo Camilo Perez. "Antes de sofisticar,
é preciso saber: por que colocar o que se quer colocar na
Internet? Assim, é possível concluir o quê agrega
valor ao site e deve ir ao ar", aponta.
No caso de empresas que queiram utilizar o site como "cartão
de visitas virtuais", o especialista faz algumas ressalvas.
"Não adianta querer embutir a mensagem da empresa na
Internet se o usuário não quiser saber qual é",
garante Perez. "Sofisticar demais ou tratar o site como meio
de comunicação da empresa (house organ) não
dá certo", acrescenta.
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