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Nem a estagnação
da economia, nem a alta do dólar nem a disparada da inflação
atrapalharam o desempenho do comércio eletrônico tupiniquim,
que deve encerrar o ano com faturamento superior a R$ 1 bilhão,
54% a mais que os R$ 650 milhões de 2001.
Boa parte desse
resultado será devida ao Natal. A previsão do Instituto
e-bit (www.ebit.com.br) é auspiciosa: as lojas
virtuais devem faturar em dezembro R$ 150 milhões, 50% a
mais que o obtido no mesmo período do ano passado. "Um
aumento significativo, principalmente quando se leva em conta o
desempenho da economia brasileira neste ano", comenta Pedro
Guasti, diretor geral do e-bit.
Está
certo que, apesar de excelentes, os resultados brasileiros não
podem nem ser comparados aos conseguidos pelos varejistas eletrônicos
dos Estados Unidos. Eles comemoram o recorde: na segunda semana
de dezembro, o comércio eletrônico norte-americano
faturou estratosféricos US$ 2,2 bilhões, 37% mais
que no mesmo período de 2001.
Apesar das diferenças
gritantes, os motivos que explicam o excepcional desempenho do setor
são exatamente iguais aqui e lá: 1) a crescente confiança
na internet; 2) o aumento no número dos internautas; e 3)
o aumento no número dos varejistas online. Nos Estados Unidos,
há um fator adicional: a popularidade dos vale-presentes
adquiridos pela web.
Pelas bandas
de cá, a confiança na internet pode ser traduzida
em números. No ano passado, 49% dos entrevistados pelo e-bit
pretendiam comprar presentes pela web. Número que pulou,
agora, para 62%.
E, o que é
ainda melhor, a maioria dos 1,9 mil internautas entrevistados neste
ano está realmente disposta a gastar. A maior parte
51% pretende despender entre R$ 101 e R$ 500. Outros 18%
vão deixar nas lojas entre R$ 501 e R$ 1.000 e 12%, mais
de R$ 1.000. Os produtos mais procurados? CDs (96%), livros e revistas
(91%), títulos em DVD/vídeo (91%), eletroeletrônicos
(83%) e DVDs (78%).
Com o aumento
da confiança, o número de consumidores online aumenta
sem parar. O e-bit estima que a base de compradores do comércio
virtual cresça 15% ao mês. "O total saltou de
800 mil clientes em 2001 para os atuais 1,5 milhão",
revela Guasti. E como muita gente ainda pensa duas vezes antes de
sacar o cartão de crédito para comprar alguma coisa
pela web, a expectativa é que o crescimento em 2003 também
bata em 50%. Existe melhor presente de Natal para os varejistas?
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