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Melhor data
do ano para o varejo eletrônico, o Natal deve alavancar em
50% o volume de vendas virtuais no Brasil no mês de dezembro.
De acordo com a e-bit (www.ebit.com.br), empresa especializada
em pesquisa e marketing on-line, as lojas virtuais devem faturar
R$ 150 milhões nos 30 últimos dias do ano, antes os
R$ 100 milhões registrados no mesmo período do ano
passado.
Mas as boas novas não param por aí: o número
de usuários dispostos a comprar presentes via internet aumentou
em relação ao ano passado e o tíquete médio
deve subir R$ 50.
Para o diretor da e-bit Pedro Guasti, o faturamento superior
será decorrente da melhora no nível de atendimento
das lojas virtuais. "Independente do aumento do número
de internautas no Brasil, a melhora da qualidade dos serviços
prestados foi fundamental para a consolidação do comércio
on-line", afirma Guasti. "O consumidor provavelmente teve
uma boa experiência no passado e está disposto a repetir
a compra", analisa.
A projeção de crescimento é sustentada por
dois índices medidos pela empresa: a disposição
dos internautas para compras on-line e o quanto esse consumidor
pretende desembolsar. No primeiro caso, a e-bit constatou
que 62% dos internautas querem buscar presentes de Natal nos shoppings
virtuais. No ano passado, o número de interessados nos itens
oferecidos on-line era de 49% dos usuários de internet.
"O que atrai também o consumidor é a política
de pagamento de cada site, em muitos casos bem melhor que no varejo
tradicional", acrescenta Guast.
Gastadores Também a possibilidade de parcelar as compras
virtuais causar impacto sobre o faturamento, uma vez que interfere
diretamente no tíquete médio. No ano passado, os internautas
gastaram R$ 250 por compra ao longo de dezembro. Para este ano,
a expectativa é de que as compras cheguem a R$ 300. "Isso
também reflete o aumento da oferta de eletroeletrônicos,
cujos preços são mais altos", explica.
No Natal deste ano, os presentes mais procurados nas prateleiras
virtuais devem ser CDs, livros - os dois já tradicionais
nas listas natalinas -, aparelhos DVD e computadores de mão.
"Por conta dos DVDs e dos palms, o valor médio por compra
deve saltar", afirma o diretor. Entre os e-consumidores, 95%
estão dispostos a comprar eletroeletrônicos via internet
neste final de ano e 96% devem optar também por CDs.
Segundo a e-bit, em 2001, 15% dos e-consumidores gastaram
entre, R$ 500 e R$ 1 mil nas compras virtuais de Natal. Neste ano,
esse porcentual deve chegar a 28% - outros 12% prometem desembolsar
mais de R$ 1 mil. "Percebemos ao longo de 2002 crescimento
de quase 70% no número de adeptos ao e-commerce o que traz
a expectativa de que esse Natal será a data mais forte da
história do comércio eletrônico brasileiro",
afirma.
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