Vendas nas lojas virtuais sobem 50% neste Natal
DCI
24/12/2002
 

Melhor data do ano para o varejo eletrônico, o Natal deve alavancar em 50% o volume de vendas virtuais no Brasil no mês de dezembro. De acordo com a e-bit (www.ebit.com.br), empresa especializada em pesquisa e marketing on-line, as lojas virtuais devem faturar R$ 150 milhões nos 30 últimos dias do ano, antes os R$ 100 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
Mas as boas novas não param por aí: o número de usuários dispostos a comprar presentes via internet aumentou em relação ao ano passado e o tíquete médio deve subir R$ 50.

Para o diretor da e-bit Pedro Guasti, o faturamento superior será decorrente da melhora no nível de atendimento das lojas virtuais. "Independente do aumento do número de internautas no Brasil, a melhora da qualidade dos serviços prestados foi fundamental para a consolidação do comércio on-line", afirma Guasti. "O consumidor provavelmente teve uma boa experiência no passado e está disposto a repetir a compra", analisa.
A projeção de crescimento é sustentada por dois índices medidos pela empresa: a disposição dos internautas para compras on-line e o quanto esse consumidor pretende desembolsar. No primeiro caso, a e-bit constatou que 62% dos internautas querem buscar presentes de Natal nos shoppings virtuais. No ano passado, o número de interessados nos itens oferecidos on-line era de 49% dos usuários de internet.
"O que atrai também o consumidor é a política de pagamento de cada site, em muitos casos bem melhor que no varejo tradicional", acrescenta Guast.

Gastadores Também a possibilidade de parcelar as compras virtuais causar impacto sobre o faturamento, uma vez que interfere diretamente no tíquete médio. No ano passado, os internautas gastaram R$ 250 por compra ao longo de dezembro. Para este ano, a expectativa é de que as compras cheguem a R$ 300. "Isso também reflete o aumento da oferta de eletroeletrônicos, cujos preços são mais altos", explica.

No Natal deste ano, os presentes mais procurados nas prateleiras virtuais devem ser CDs, livros - os dois já tradicionais nas listas natalinas -, aparelhos DVD e computadores de mão. "Por conta dos DVDs e dos palms, o valor médio por compra deve saltar", afirma o diretor. Entre os e-consumidores, 95% estão dispostos a comprar eletroeletrônicos via internet neste final de ano e 96% devem optar também por CDs.

Segundo a e-bit, em 2001, 15% dos e-consumidores gastaram entre, R$ 500 e R$ 1 mil nas compras virtuais de Natal. Neste ano, esse porcentual deve chegar a 28% - outros 12% prometem desembolsar mais de R$ 1 mil. "Percebemos ao longo de 2002 crescimento de quase 70% no número de adeptos ao e-commerce o que traz a expectativa de que esse Natal será a data mais forte da história do comércio eletrônico brasileiro", afirma.

 

 
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