Lojas virtuais esperam vender 50% a mais no Natal
Agência Estado
20/12/2002
 

Segundo a e-bit, empresa especializada em pesquisa e marketing on-line, mais consumidores estão dispostos a comprar pela internet e também pretendem gastar mais na comparação com o ano passado.

São Paulo - Melhor data do ano para o varejo eletrônico, o Natal deve aumentar em 50% o volume de vendas virtuais no País em dezembro. De acordo com a e-bit (www.ebit.com.br), empresa especializada em pesquisa e marketing on-line, as lojas virtuais devem faturar R$ 150 milhões nos 30 últimos dias do ano, contra os
R$ 100 milhões registrados no mesmo período ano passado. O número de usuários dispostos a comprar presentes via Internet aumentou em relação a 2001 e o tíquete médio deve subir R$ 50.
Para o diretor da e-bit Pedro Guasti, o faturamento superior será decorrente da melhora no nível de atendimento das lojas virtuais. "Independente do aumento do número de internautas no Brasil, a melhora da qualidade dos serviços prestados foi fundamental para a consolidação do comércio on-line", afirma Guasti. "O consumidor provavelmente teve uma boa experiência no passado e está disposto a repetir a compra".

Disposição

A projeção de crescimento é sustentada por dois índices medidos pela empresa: a disposição dos internautas para compras on-line e o quanto esse consumidor pretende desembolsar. No primeiro caso, a e-bit constatou que 62% dos internautas querem buscar presentes de Natal nos shoppings virtuais. No ano passado, o número de interessados nos itens oferecidos on-line era de 49% dos usuários de Internet.

"O que atrai também o consumidor é a política de pagamento de cada site, em muitos casos bem melhor que no varejo tradicional", diz Guasti. A possibilidade de pagar em até 12 vezes sem juros – como no caso da Americanas.com – atende a dois objetivos: o da loja, para atrair clientela, e das bandeiras de cartão de crédito, que apostam no consumidor virtual por causa do alto pode aquisitivo.

Também a possibilidade de parcelar as compras virtuais causará impacto sobre o faturamento, uma vez que interfere diretamente no tíquete médio. No ano passado, os internautas gastaram R$ 250 por compra ao longo de dezembro. Para este ano, a expectativa é de que as compras cheguem a R$ 300. "Isso também reflete o aumento da oferta de eletroeletrônicos, cujos preços são mais altos", afirma o diretor.

Livros e CDs

No Natal deste ano, os presentes mais procurados nas prateleiras virtuais devem ser CDs, livros – os dois já tradicionais nas listas natalinas –, aparelhos DVD e computadores de mão. "Por conta dos DVDs e dos Palms, o valor médio por compra deve saltar", afirma o diretor. Entre os e-consumidores, 95% estão dispostos a comprar eletroeletrônicos via Internet neste final de ano e 96% devem optar também por CDs.

De acordo com a e-bit, no ano passado, 15% dos consumidores gastaram entre R$ 500 e R$ 1 mil nas compras virtuais de Natal. Neste ano, esse porcentual deve chegar a 28% – outros 12% prometem desembolsar mais de R$ 1 mil. "Percebemos ao longo de 2002 crescimento de quase 70% no número de adeptos ao
e-commerce, o que traz a expectativa de que esse Natal será a data mais forte da história do comercio eletrônico brasileiro", afirma.

Os números da e-bit refletem apenas em parte do otimismo das lojas virtuais. Duas das maiores lojas, o Submarino e a Americanas.com, apostam em um bom Natal. No Submarino, que anunciou em novembro a abertura das quatro primeiras lojas físicas da rede, a meta é fechar o mês com receita de R$ 21 milhões. Até a semana passada, o faturamento do portal já estava em R$ 14 milhões/mês. Na Americanas.com, a expectativa de crescimento é de 100% em relação ao mesmo período do ano passado.

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STELLA FONTES
 
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