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Segundo a
e-bit, empresa especializada em pesquisa e marketing on-line,
mais consumidores estão dispostos a comprar pela internet
e também pretendem gastar mais na comparação
com o ano passado.
São
Paulo - Melhor data do ano para o varejo eletrônico, o
Natal deve aumentar em 50% o volume de vendas virtuais no País
em dezembro. De acordo com a e-bit (www.ebit.com.br),
empresa especializada em pesquisa e marketing on-line, as lojas
virtuais devem faturar R$ 150 milhões nos 30 últimos
dias do ano, contra os
R$ 100 milhões registrados no mesmo período ano passado.
O número de usuários dispostos a comprar presentes
via Internet aumentou em relação a 2001 e o tíquete
médio deve subir R$ 50.
Para o diretor da e-bit Pedro Guasti, o faturamento superior
será decorrente da melhora no nível de atendimento
das lojas virtuais. "Independente do aumento do número
de internautas no Brasil, a melhora da qualidade dos serviços
prestados foi fundamental para a consolidação do comércio
on-line", afirma Guasti. "O consumidor provavelmente teve
uma boa experiência no passado e está disposto a repetir
a compra".
Disposição
A projeção de crescimento é sustentada por
dois índices medidos pela empresa: a disposição
dos internautas para compras on-line e o quanto esse consumidor
pretende desembolsar. No primeiro caso, a e-bit constatou
que 62% dos internautas querem buscar presentes de Natal nos shoppings
virtuais. No ano passado, o número de interessados nos itens
oferecidos on-line era de 49% dos usuários de Internet.
"O que atrai também o consumidor é a política
de pagamento de cada site, em muitos casos bem melhor que no varejo
tradicional", diz Guasti. A possibilidade de pagar em até
12 vezes sem juros como no caso da Americanas.com
atende a dois objetivos: o da loja, para atrair clientela, e das
bandeiras de cartão de crédito, que apostam no consumidor
virtual por causa do alto pode aquisitivo.
Também a possibilidade de parcelar as compras virtuais causará
impacto sobre o faturamento, uma vez que interfere diretamente no
tíquete médio. No ano passado, os internautas gastaram
R$ 250 por compra ao longo de dezembro. Para este ano, a expectativa
é de que as compras cheguem a R$ 300. "Isso também
reflete o aumento da oferta de eletroeletrônicos, cujos preços
são mais altos", afirma o diretor.
Livros e CDs
No Natal deste ano, os presentes mais procurados nas prateleiras
virtuais devem ser CDs, livros os dois já tradicionais
nas listas natalinas , aparelhos DVD e computadores de mão.
"Por conta dos DVDs e dos Palms, o valor médio por compra
deve saltar", afirma o diretor. Entre os e-consumidores, 95%
estão dispostos a comprar eletroeletrônicos via Internet
neste final de ano e 96% devem optar também por CDs.
De acordo com a e-bit, no ano passado, 15% dos consumidores gastaram
entre R$ 500 e R$ 1 mil nas compras virtuais de Natal. Neste ano,
esse porcentual deve chegar a 28% outros 12% prometem desembolsar
mais de R$ 1 mil. "Percebemos ao longo de 2002 crescimento
de quase 70% no número de adeptos ao
e-commerce, o que traz a expectativa de que esse Natal será
a data mais forte da história do comercio eletrônico
brasileiro", afirma.
Os números da e-bit refletem apenas em parte do otimismo
das lojas virtuais. Duas das maiores lojas, o Submarino e a Americanas.com,
apostam em um bom Natal. No Submarino, que anunciou em novembro
a abertura das quatro primeiras lojas físicas da rede, a
meta é fechar o mês com receita de R$ 21 milhões.
Até a semana passada, o faturamento do portal já estava
em R$ 14 milhões/mês. Na Americanas.com, a expectativa
de crescimento é de 100% em relação ao mesmo
período do ano passado.
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