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Internautas
assinantes do UOL são os que mais recorrem ao comércio eletrônico
para fazer compras. De acordo com levantamento feito pela e-bit
(www.ebit.com.br), empresa de pesquisa e marketing online, os
consumidores que têm e-mail do UOL foram responsáveis por 19,6%
das compras online realizadas em julho. A segunda posição é ocupada
pelo iG, com 9,7%, seguido pelo BOL, com 9,2% e pelo Hotmail, com
6,1%. A pesquisa é feita no momento da confirmação da compra. O
CEO da e-bit, André Sapoznik, garante que, para que não haja
distorções na coleta de dados, o sistema assegura que somente compradores
efetivos respondam o questionário.
Os dados coletados
pela e-bit ainda mostram que 71% dos usuários de comércio
eletrônico têm entre 25 e 49 anos, além disso 63% deles são homens
e 55% têm uma renda mensal acima de R$ 3 mil. Essas informações,
segundo análise de Sapoznik, definem com maior clareza o perfil
do comércio eletrônico no País e fornecem mais subsídios para que
as empresas desenvolvam ações que estimulem o incremento desse tipo
de transação. Ele afirma que o universo das empresas conveniadas
representa aproximadamente 90% do comércio eletrônico nacional.
Ao todo, participam do levantamento 400 estabelecimentos.
O executivo
diz que os produtos mais vendidos ainda são os de preços mais acessíveis
como livros e CDs. O assinante da AOL é o que mais gasta em média
nas compras online, cerca de R$ 237. Os consumidores com e-mail
do Terra e de O Site são mais econômicos, desembolsam R$ 228 e R$
219, respectivamente. Com relação à renda, os usuários de O Site
são mais abastados, com um ganho mensal de aproximadamente R$ 5,9
mil. Os internautas do UOL e da AOL vêm em seguida com um rendimento
mensal de R$ 5,7 mil e 5,3 mil, pela ordem.
Sapoznik chama
a atenção para o fato de nos portais de acesso gratuito o gasto
médio ser inferior ao dos sites que cobram pela conexão. Os internautas
do Hotmail desembolsam por mês R$ 195; do iG, R$ 188 e do Yahoo!,
R$ 176. "Isso revela, em certa medida, que a audiência dos portais
pagos é mais bem qualificada financeiramente e está mais disposta
a gastar em compras online", comenta o executivo.
Ele acredita
que o comércio eletrônico, a exemplo do que ocorre em toda a Internet,
está cada vez mais democrático. Sapoznik diz que a presença de jovens
de até 25 anos dobrou no último ano e a participação das mulheres,
que anteriormente era de cerca de 35%, subiu para algo em torno
de 45%. Nesse mesmo período, ele diz que a participação de usuários
com renda mensal de até R$ 3 mil subiu de 40% para 45%.
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