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A MasterCard
encostou na Visa entre as bandeiras mais usadas por consumidores
em compras pela Internet. Segundo pesquisa feita e-bit (www.ebit.com.br)
- empresa de pesquisa, marketing e tecnologia online -, as duas
empresas lideram no "market share" de meios de pagamento utilizados
em lojas online, com 37% cada uma, bem distantes do boleto bancário
(7%), e das concorrentes American Express (5%) e Diners Club (3%).
Em maio deste ano, quando a e-bit fez o primeiro levantamento,
a Visa detinha 41% da preferência dos internautas em suas compras
virtuais e a MasterCard ficava com 29%. Na Grande São Paulo e no
município do Rio de Janeiro - regiões estratégicas para o segmento
devido à concentração de e-consumidores, segundo dados da e-bit
-, a MasterCard ultrapassa a Visa.
Murilo Barbosa,
diretor de e-business da MasterCard, atribui o crescimento rápido
da bandeira principalmente às promoções desenvolvidas a partir de
junho. "O parcelamento foi um dos grandes motivadores ao uso do
cartão na web." Segundo ele, a empresa já operava com média de três
parcelas, mas ampliou esse número - em alguns sites para até 12
vezes - para atingir produtos com valor mais alto. "Informamos as
promoções com antecedência ao consumidor por meio de mala-direta
e de anúncios nos próprios sites", conta Barbosa.
O diretor da
MasterCard cita, além do parcelamento, ações conjugadas, como oferecer
frete grátis do produto adquirido ao cliente da bandeira. Americanas.com,
Amélia.com, do Grupo Pão de Açúcar, e o site de compras do Terra.com.br
foram os que mais impulsionaram as vendas com os cartões MasterCard.
"São lojas que vendem produtos de valor mais alto", diz Barbosa.
Apesar de ter uma participação pequena no volume total de vendas
da bandeira no Brasil - em torno de 1% -, Murilo Barbosa diz que
continuará investindo em ações promocionais na Internet. "Vamos
tentar superar a barreira do 1%", afirma.
Já a Visa tem
como estratégia incentivar o uso do "comércio eletrônico seguro
Visa". Baseado no protocolo SET (Secure Eletronic Transaction),
o sistema garante risco zero nas transações. A bandeira está investindo
este ano US$5 milhões para promover a marca em portais. O vice-presidente
de produtos, Fernando Castejon, disse que a Visa já está presente
em campanhas no UOL, Terra, StarMedia e Yahoo. "Entramos com bunners,
promoções de viagens, parcelamentos especiais e apresentamos o comércio
eletrônico seguro para ensinar o internauta a usar o sistema." Castejon
disse que a Visa tem cerca de 400 lojas virtuais ativas afiliadas.
Todas já firmaram acordo para adotar o comércio eletrônico seguro
da bandeira. "Nosso objetivo é simplificar a vida do cliente, diminuir
o custo de implantação tanto para o banco quanto para a loja e massificar
o uso do sistema." O vice-presidente da Visa diz que no Brasil o
comércio eletrônico para a bandeira representa apenas 0,5% do total
de transações enquanto nos Estados Unidos chega a 10%. "Temos espaço
para aumentar essa participação aqui. Com o setor mais maduro, o
crescimento será consistente e contínuo", afirma.
A pesquisa da
e-bit também constatou que o tíquete médio das compras mudou
nos últimos três meses. Com os cartões MasterCard, o valor médio
passou de R$214,00 para R$233,00. Já com os plásticos da Visa, diminuiu
de R$204,00 para R$179,00. "Essa alteração pode ter ocorrido em
função de promoções específicas das bandeiras", avalia o presidente
da e-bit, André Sapoznik. Segundo ele, o movimento mensal
pela Internet está em R$58 milhões. Deste total, 75% - em torno
de R$45 milhões - das transações são feitas com cartão de crédito.
Emissores
- O Banco Itaú mantém a liderança dos emissores dos cartões de crédito
usados na Internet, de acordo com a pesquisa da e-bit, com
13,6% do "market share". Mas o Banco do Brasil (BB) está bem próximo,
com 12,7%. No levantamento anterior, de maio, a distância era maior:
Itáu tinha 16% e BB, 12%. "Temos uma base de cartões expressiva,
de 3.869 milhões. E com um nível de ativação alto, de 80%", diz
o diretor-executivo do Itaú Cartões, Hélio Lima. O Itaucard tem
a maior participação na composição da carteira do banco (3.307 milhões
de plásticos), seguido pelos cartões do Banerj (327 mil), Banestado
(173 mil), Personnalité (39 mil) e Bemge (23 mil).
O diretor do
Itaú Cláudio Ortenblad atribui o uso maior dos cartões do banco
no comércio eletrônico ao acesso dos clientes a serviços pela Internet.
"Nossos correntistas já possuem uma relação amigável com a web porque
estão habituados ao home banking, por exemplo." Segundo o diretor,
1,5 milhão de clientes estão cadastrados no Bank-Line e cerca de
800 mil utilizam os serviços do sistema mensalmente. Outro impulso,
diz Ortenblad, foi dado com a aliança entre o Itaú e a AOL (América
Online) desde janeiro. Além disso, o banco investe este ano R$800
milhões em tecnologia.
A pesquisa
da e-bit - que recebe cerca de 25 mil questionários respondidos
por internautas mensalmente - ainda apontou que a Creditcard ganhou
posições entre os emissores comparado ao levantamento de maio. A
instituição agora ocupa a terceira posição, com 10,6% de participação,
encostado ao Unibanco (10,8%). Há três meses, a Credicard ficava
na sexta posição, com 8% de market share. "Garantimos a segurança
do cliente tanto nas compras online quanto off line", afirma Cláudio
Vilela, diretor da área de Internet e cartões empresariais da Credicard.
Ele acredita que o desenvolvimento de serviços na Internet para
o cliente - que hoje pode, por exemplo, consultar fatura, solicitar
cartão, acompanhar promoções - também contribui para a "popularização"
do comércio eletrônico.
A emissora lançou
um cartão cobranded (de marca compartilhada) com a Yahoo e deve
fechar outra parceria com a AOL. "Essas parcerias mostram para o
cliente que a Credicard está associada a empresas do setor e aproxima
os internautas", afirma. Outras iniciativas como o parcelamento
nas compras com cartão também têm sido incentivadas pela empresa.
Vilela disse que as compras pela Internet representam hoje 2% do
movimento total da Credicard.
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