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Internauta exige maior segurança para dados financeiros
ITWeb
31/10/2001
 
Pesquisa feita no Brasil pela PriceWaterhouseCoopers e e-bit mostra que internautas temem o risco de privacidade, mas não deixam de utilizar a rede mundial para comprar
 

Detalhes sobre a conta bancária e cartão de crédito são as informações campeãs em resistência dos internautas. O receio foi citado por 68% dos entrevistados pela pesquisa Segurança e Privacidade na Internet, realizada pela PricewaterhouseCoopers e e-bit (www.ebit.com.br), no início deste mês, com 1,1 mil pessoas que fazem compras regularmente pela Internet. Em contrapartida, os bancos foram citados como as entidades eletrônicas mais confiáveis por 47% dos entrevistados.

De todo o universo pesquisado, 71% estão na faixa etária dos 25 e 49 anos e 64% concentrando nas cidades do eixo Rio-São Paulo e 85% dos entrevistados dizem utilizar a Internet frequentemente, mesmo com receio que suas informações possam ser violadas. Somente 11% disseram não acessar a rede para transações comerciais pelo risco de privacidade e 4% disseram não ter nenhuma preocupação. "O que percebemos é que os consumidores cada vez mais querem se sentir seguros, mas não deixam de lado os benefícios da Internet", analisa Edgar D´Andrea, sócio da PwC.

Um dos aspectos que reduz a falta de confiança na rede é a falta de regulamentação clara para as transações comerciais via web. Quase 60% dos entrevistados dizem que não se sentem protegidos pelos códigos de defesa do consumidor e 41% pelas leis de proteção de dados. Em caso de problemas, como fraudes, os consumidores declaram que procurariam o órgão de defesa do consumidor (61,7%), um advogado (60,2%) e o provedor de acesso à internet (54,5%). "Isso mostra que o consumidor atrela ao provedor parte da segurança de suas compras", diz o diretor da e-bit, Luiz Otávio.

Na análise dos responsáveis pela pesquisa, a exigência dos consumidores em relação a privacidade está cada vez maior, o que para as organizações deve ser um grande impacto na construção das infra-estrutura de TI para segurança. "Os investimentos não páram de crescer e esse ritmo vai continuar", acredita D´Andrea. Um destes impactos deve vir com a maior utilização da biometria, que para ser eficiente também necessitará das corporações grande capacidade de processamento e armazenamento das informações.

 
GIEDRE MOURA
 
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