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Brasileiros temem a má utilização de seus dados na Web
IDG Now!
31/10/2001
 

A maioria dos e-consumidores brasileiros está preocupada com a questão da privacidade na hora de utilizar serviços ou fazer compras na Web. Um estudo realizado em parceria pela PricewaterhouseCoopers e a e-bit (www.ebit.com.br) apontou que 75% desses usuários temem que seus dados bancários sejam utilizados indevidamente.

Números de conta bancária (68%) e cartão de crédito (61%) são as informações pessoais que sofrem maior resistência para serem fornecidas. Entretanto, apesar do receio, 52% dos entrevistados nunca deixaram de realizar suas atividades na Internet por esse motivo. Esse dado evidencia a importância da comodidade e agilidade oferecida pelos serviços online.

Com relação à segurança, as instituições bancárias foram consideradas as mais seguras da rede mundial de computadores - 47% dos usuários acreditam em uma maior proteção de seus dados e interesses pessoais.

A marca é vista como um dos fatores mais determinantes da confiabilidade de um site, citada por 74,3% dos entrevistados. O nome da empresa é, tanto no Brasil, como na Europa, um dos fatores que mais despertam confiança nos consumidores.

Para efeito de comparação, a PricewaterhouseCoopers revelou que entre os e-consumidores de 11 países da Europa e África do Sul, a preocupação está mais ligada à idéia de invasão, enquanto no Brasil, o receio está relacionado à possibilidade de fraude. Apesar disso, a resistência em informar dados bancários e de cartão de crédito via Internet é também elevada na Europa - somente 5% dos ingleses estariam dispostos a fornecer seus dados e, entre os alemães e italianos, esse número cai para 2%.

Ainda como comparação, a companhia constatou que no Brasil a Internet demonstra ser um importante meio de comunicação e divulgação de negócios, já que 50% dos entrevistados mostraram disposição para receber detalhes sobre produtos e marcas que admiram. Contrariamente, os europeus relutam em dar sua opinião sobre as marcas preferidas - apenas 33% dos entrevistados responderam afirmativamente.

 
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