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Pesquisa realizada
em parceria entre o site de pesquisa e-bit (www.ebit.com.br)
e a consultoria PricewaterhouseCoopers, com 1172 internautas das
classes A e B, sinaliza que as operações online ainda têm que assumir
muitas ações e investir pesado em política de segurança e privacidade.
"Estamos há
10 anos oferecendo serviços para este segmento e continuaremos durante
muito tempo. É um excelente filão que apresenta um potencial enorme",
observa Edgar D'Andrea, sócio da unidade de soluções de gerenciamento
de risco da Price.
O executivo
revela que os serviços de segurança e privacidade podem custar entre
R$ 50 mil até R$ 1 milhão. "Tudo depende da estratégia da empresa",
afirma.
Estima-se que
o gasto com segurança deve triplicar anualmente, até 2005. D'andrea
ressalta ainda que o grande desafio das empresas é analisar qual
é o grau de investimento em segurança: "é importante criar um equilíbrio
entre o investimento e a receita. O mercado ainda não tem a maturidade
no seu fluxo de caixa para priorizar a política de segurança e privacidade".
Luiz Otávio
Amaral, da e-bit, afirma que a lei norte-americana antiterrorista,
que decreta monitoramento remoto, não deve reduzir as transações.
"A percepção dessa lei já existe, mas a falta de exemplo de invasão
de privacidade não inibe as compras eletrônicas", explica.
Os dois executivos
concordam que o volume de transações comerciais eletrônicas não
diminui devido aos itens privacidade e segurança. Porém, os usuários
podem migrar a compra para sites mais seguros. "Isso é tão real
que cerca de 90% das compras realizadas na Web se concentram em
20 lojas", exemplifica Amaral.
Ele destaca
que entre as mil lojas existentes na Internet brasileira, 220 têm
política de privacidade e 630 possuem o protocolo SSL, representado
pelo ícone do cadeado. Entre os resultados obtidos na pesquisa,
destacam-se os seguintes pontos:
- 54% dos entrevistados
consideram muito preocupante o acesso dos dados pessoais para terceiros
não autorizados; - 68% têm restrições em oferecer dados sobre saúde
e intimidade sexual; - 57,1% recorreria ao provedor de Internet,
caso se sentisse vítima de uma invasão de privacidade; - enquanto
54% não confiam no governo como protetor dos interesses pessoais
de privacidade, o setor financeiro dispara com 47% de confiança;
- 87% consideram uma ameaça à privacidade o monitoramento governamental
em combate ao crime; - 74,3% determinam se um site é confiável devido
à marca da empresa; - 62% deixaram de fornecer seus dados pessoais
após ler cláusulas de privacidade de um determinado site.
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