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Web brasileira está carente de segurança e privacidade
Computerworld
31/10/2001
 

Pesquisa realizada em parceria entre o site de pesquisa e-bit (www.ebit.com.br) e a consultoria PricewaterhouseCoopers, com 1172 internautas das classes A e B, sinaliza que as operações online ainda têm que assumir muitas ações e investir pesado em política de segurança e privacidade.

"Estamos há 10 anos oferecendo serviços para este segmento e continuaremos durante muito tempo. É um excelente filão que apresenta um potencial enorme", observa Edgar D'Andrea, sócio da unidade de soluções de gerenciamento de risco da Price.

O executivo revela que os serviços de segurança e privacidade podem custar entre R$ 50 mil até R$ 1 milhão. "Tudo depende da estratégia da empresa", afirma.

Estima-se que o gasto com segurança deve triplicar anualmente, até 2005. D'andrea ressalta ainda que o grande desafio das empresas é analisar qual é o grau de investimento em segurança: "é importante criar um equilíbrio entre o investimento e a receita. O mercado ainda não tem a maturidade no seu fluxo de caixa para priorizar a política de segurança e privacidade".

Luiz Otávio Amaral, da e-bit, afirma que a lei norte-americana antiterrorista, que decreta monitoramento remoto, não deve reduzir as transações. "A percepção dessa lei já existe, mas a falta de exemplo de invasão de privacidade não inibe as compras eletrônicas", explica.

Os dois executivos concordam que o volume de transações comerciais eletrônicas não diminui devido aos itens privacidade e segurança. Porém, os usuários podem migrar a compra para sites mais seguros. "Isso é tão real que cerca de 90% das compras realizadas na Web se concentram em 20 lojas", exemplifica Amaral.

Ele destaca que entre as mil lojas existentes na Internet brasileira, 220 têm política de privacidade e 630 possuem o protocolo SSL, representado pelo ícone do cadeado. Entre os resultados obtidos na pesquisa, destacam-se os seguintes pontos:

- 54% dos entrevistados consideram muito preocupante o acesso dos dados pessoais para terceiros não autorizados; - 68% têm restrições em oferecer dados sobre saúde e intimidade sexual; - 57,1% recorreria ao provedor de Internet, caso se sentisse vítima de uma invasão de privacidade; - enquanto 54% não confiam no governo como protetor dos interesses pessoais de privacidade, o setor financeiro dispara com 47% de confiança; - 87% consideram uma ameaça à privacidade o monitoramento governamental em combate ao crime; - 74,3% determinam se um site é confiável devido à marca da empresa; - 62% deixaram de fornecer seus dados pessoais após ler cláusulas de privacidade de um determinado site.

 
CEILA SANTOS
 
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