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E-consumidor, a esperança para o Natal
Jornal da Tarde
21/10/2001
 
Pesquisa entre usuários que fizeram compras de Natal pela internet no ano 2000-4, mostra que 83% devem comprar pela rede neste ano
 

Apesar da crise econômica, os consumidores estão otimistas em relação ao Natal eletrônico, segundo pesquisa Web Shoppers, realizada pelo Ibope eRatings.com, Ibope eSurvey e e-bit (www.ebit.com.br). Entre os que fizeram compras de Natal pela Internet no ano passado, 83% esperam comprar pela rede também neste ano.

A maior fatia dos consumidores (40%) planeja aumentar os gastos em 2001, quando comparados com 2000-4, e 31% esperam manter o volume de compras.

A base de usuários de Internet continua crescendo, mas alguns analistas acreditam que a capacidade de expansão esteja chegando ao limite. De acordo com o Ibope, 6,089 milhões de usuários residenciais acessaram a rede mundial pelo menos uma vez em setembro. A base total somou 12,042 milhões. Em a gosto eram 6,038 milhões de internautas ativos e 11,938 milhões de pessoas com acesso em suas casas.

Setor prejudicado

A pesquisa aponta o setor de turismo como o mais prejudicado pela crise - tendo como agravantes os ataques terroristas. Entre os entrevistados, 63,2% disseram ter adiado viagem, enquanto 55% deixaram de adquirir aparelhos eletrônicos e 45%, automóvel. Em setembro, 1,893 milhão de usuários visitaram sites de comércio eletrônico.

Para o diretor-geral do Submarino, Murillo Tavares, a redução nas viagens internacionais e a alta do câmbio estimulam as compras em lojas brasileiras da Internet. "Os consumidores online estão nas classes A e B, que reúne pessoas com hábito de viajar para o exterior.

Com a desistência nas viagens, o aumento dos gastos no Brasil deve compensar a crise econômica", explica.

O Submarino faturou R$ 24,2 milhões no primeiro semestre do ano, comparados com R$ 26 milhões em todo o ano passado.

De acordo com a pesquisa Web Shoppers, 51% dos consumidores gastaram entre R$ 101 e R$ 500 em suas compras de Natal pela Internet em 2000-4 e 10% mais de R$ 500. Para este ano, 13% pretendem gastar mais de R$ 500, enquanto a fatia que planeja gastos entre R$ 101 e R$ 500 se manteve inalterada.

 
 
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