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Apesar da crise
econômica, os consumidores estão otimistas em relação ao Natal eletrônico,
segundo a última pesquisa Web Shoppers, realizada entre julho e
setembro pelo Ibope eRatings.com, Ibope eSurvey e e-bit (www.ebit.com.br).
Entre os que fizeram compras de Natal pela Internet no ano passado,
83% esperam comprar pela rede também neste ano.
A maior fatia
dos consumidores (40%) planeja aumentar os gastos em 2001, quando
comparados com o ano anterior, e 31% esperam manter o volume de
compras. "As pessoas estão comprando mais e com maior freqüência
pela rede", afirma a gerente de operações e negócios do Ibope eSurvey,
Luciana Gontijo.
A base de usuários
de Internet continua crescendo, mas alguns analistas acreditam que
a capacidade de expansão esteja chegando a um limite. De acordo
com o Ibope, 6,089 milhões de usuários residenciais acessaram a
rede mundial pelo menos uma vez em setembro. A base total somou
12,042 milhões. No mês de agosto, eram 6,038 milhões de internautas
ativos e 11,938 milhões de pessoas com acesso em suas casas.
A pesquisa aponta
o setor de turismo como o mais prejudicado pela crise - tendo como
agravantes os ataques terroristas aos Estados Unidos. Entre os entrevistados,
63,2% disseram ter adiado viagem, enquanto 55% deixaram de adquirir
aparelhos eletrônicos e 45%, automóvel. Em setembro, 1,893 milhão
de usuários de Internet visitaram sites de comércio eletrônico.
Para o diretor
geral do Submarino, Murillo Tavares, a redução nas viagens internacionais
e a alta do câmbio estimulam as compras em lojas brasileiras da
Internet. "Os consumidores online estão principalmente nas classes
A e B, que reúne pessoas com hábito de viajar para o exterior. Com
a desistência nas viagens, o aumento dos gastos individuais no Brasil
deve compensar a crise econômica", explica.
O Submarino
tem 700 mil usuários cadastrados, dos quais 450 mil já compraram
na loja. Segundo Tavares, a empresa registra entre 20 mil e 30 mil
novos consumidores todo mês. O Submarino faturou R$ 24,2 milhões
no primeiro semestre do ano, comparados com R$ 26 milhões em todo
o ano passado.
O otimismo em
relação ao Natal eletrônico é reforçado pelo diretor de vendas do
UOL, Alon Feuerwerker. O executivo acredita que, em reais, as vendas
deste ano podem ser maiores do que as do ano passado. De acordo
com a pesquisa Web Shoppers, 51% dos consumidores gastaram entre
R$ 101 e R$ 500 em suas compras de Natal pela Internet no ano passado
e 10% mais de R$ 500. Para este ano, 13% pretendem gastar mais de
R$500, enquanto a fatia que planeja gastos entre R$ 101 e R$ 500
se manteve inalterada.
A pesquisa aponta
que para 92% o Brasil atravessa uma crise econômica. Apesar disso,
37% não alteraram seu padrão de consumo e 62% adquirem produtos
com freqüência pela rede. Ou seja, realizaram três ou mais compras
nos últimos três meses. Já o presidente da AOL Brasil, Carlos Trostli,
encara o final do ano com cautela. "O comércio eletrônico sentiu
a retração econômica", diz Trotsli. O executivo espera que, no Natal,
os consumidores façam mais compras pela Internet do que em 2000-4,
mas optem por produtos com preços menores.
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