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O grande campeão
dos modelos de pagamento disponíveis pela Internet atualmente é
o cartão de crédito. Segundo relatório do Grupo de Pesquisas e-bit
(www.ebit.com.br), 88% das compras efetuadas pela rede no mês
de agosto deste ano (de um total de quase 20 mil casos ocorridos
em mais de 400 lojas) foram realizadas via cartão de crédito.
Apesar do alto
índice de aceitação, existe uma preocupação constante entre os adeptos
dessa forma de pagamento na Internet. Os especialistas afirmam que
os riscos de colocar o número do cartão de crédito num site de loja
virtual são os mesmos que o cliente enfrenta ao entregar seu cartão
num restaurante ou estabelecimento. No caso do meio físico, existe
a possibilidade do cartão ser clonado e depois utilizado indevidamente.
No caso das compras virtuais, basta o roubo do número do cartão,
por exemplo, pela invasão de hackers ao site da loja virtual.
Na verdade,
a fragilidade do ponto de vista de segurança pode ser considerada
inerente aos cartões de crédito e não apenas à Internet em si. Mas
as operadoras de cartões de crédito já estão posicionando-se a respeito
do problema. O resultado disso deverá estar nas mãos dos usuários
em pouco tempo. Trata-se do cartão de crédito que utiliza um chip
em substituição à tarja magnética (que facilita em muito a clonagem).
O chip vai armazenar informações criptografadas dinâmicas e baseadas
em dados pessoais do usuário.
"Com o uso desse
novo formato de cartão, as fraudes por clonagem serão banidas. Mas
penso que ainda demorará um ou dois anos para que o uso seja feito
em larga escala", explica Reinaldo Assis, da Hypercom.
O trânsito de
dados como o número do cartão, é um ponto vulnerável das operações
de comércio eletrônico com esse tipo de pagamento. Mas Ricardo Russo,
da e-Financial, lembra que a maioria dos sites utiliza sistemas
de criptografia no processo de transporte de dados do cartão. O
perigo está, isso sim, quando a loja armazena essas informações
em seu banco de dados", complementa.
"O ideal seria
que a operação fosse realizada entre o consumidor e a administradora
do cartão, não envolvendo a loja", diz Reinaldo Assis. "As instituições
financeiras estão preparadas para armazenar essas informações, já
fazem isso no meio físico, seguindo uma série de padrões de segurança",
explica Assis.
Para comprar
pela Internet com esse novo cartão, também seria interessante que
os usuários dispusessem de teclados especiais que trouxesse acoplados
os próprios leitores dos cartões. Para Reinaldo Assis, dispositivos
como esses devem ter seus preços reduzidos, tornando-se parte das
configurações mais básicas e transformando as transações na Web
mais diretas.
Enquanto isso
não acontece, as operadoras de cartões de crédito trabalham cada
vez mais no desenvolvimento de soluções para serem implementadas
junto aos lojistas e que garantam que dados pessoais não precisem
ficar arquivados localmente, mas apenas nas centrais de operação.
RedeCard, Visa
e American Expresss, entre outras, já oferecem pacotes de serviços
nessa área para as lojas virtuais. "O usuário deve procurar saber,
antes de efetivar a compra, se aquela loja trabalha com o serviço
de segurança adequado à sua bandeira de cartão de crédito", alerta
Ricardo Russo, da e-Financial.
"A Visanet em
parceria com a Visa desenvolveu uma solução de captura exclusiva
para transações de pagamento via Internet. Essa solução, mais conhecida
como Comércio Eletrônico Seguro Visa, é baseada no protocolo SET
(Secure Electronic Transaction)", explica Antônio Castilho, diretor
executivo, comercial e marketing da Visanet.
Um dos principais
pontos desse sistema é que o protocolo SET está baseado na autenticação
de certificados digitais, utilizados para validar as partes envolvidas
no processo, neste caso, o portador do cartão de crédito e o estabelecimento,
garantido a validade da transação, sem armazenar número do cartão.
Duas iniciativas
internacionais também estão em andamento. A American Express mantém
um serviço nos EUA que oferece ao associado um número de cartão
exclusivo e descartável para cada compra na Web, evitando que se
use o número real on-line. Já o banco MBNA, maior emissor independente
de cartões de crédito Visa e MasterCard do mundo, oferece uma tecnologia
que permitirá aos associados realizarem transações de compra na
Rede sem precisar divulgar o número de seus cartões de crédito pessoais.
Os possuidores de cartões MBNA terão que fazer o download de uma
aplicação a partir do site do banco para então poder usar um número
exclusivo para cada transação e também para definir um limite em
dólares para cada compra.
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