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Oferecer produtos
diferenciados a preços competitivos e com prazos de entrega sem
demora em relação a outras empresas e à compra tradicional. Este
é o desafio ao empresário da região de Rio Preto que deseja ingressar
no competitivo e-commerce, ou comércio eletrônico feito pelo
computador. Alexandre Camilo Peres, sócio-diretor da e-bit (www.ebit.com.br)
Marketing, empresa de assessoria neste tipo de serviço, explica
que o ideal é a empresa iniciar este tipo de operação definindo
como seu público o consumidor local. "Um comerciante de Rio Preto
pode não ter a infra-estrutura exigida para enviar seus produtos
a grandes distâncias, mas para a sua cidade não vejo problemas",
comenta. Peres esteve nesta quinta-feira em Rio Preto, participando
do Encontro "CRM e Internet", que contou com o apoio do Diário da
Região e Diarioweb. O evento também discutiu outros assuntos ligados
a estratégias empresariais para identificar quais as tendências
mercadológicas e antecipar seu atendimento.
Crescimento
constante - O especialista destaca, porém, que um dos erros
elementares neste tipo de negócio é não cumprir, por exemplo, o
horário ou a data limite de entrega. "Temos de levar em consideração
que o consumidor deve ser respeitado. O não-cumprimento da entrega
da mercadoria dentro do prazo estipulado significa a sua última
compra naquela loja", declara. De acordo com Peres, o comércio pela
Internet cresce todo o mês entre 5% e 15% no País. Ele explica que
esse crescimento varia de acordo com o porte da loja. "Em alguns
meses, o volume de vendas é menor, mas no mês seguinte recupera-se
em função de datas especiais", comenta. As vendas no País pela Internet
atingem 90% das compras. Os 10% restantes são clientes que preferem
comprar seus produtos em outros países. Em agosto deste ano, as
vendas feitas pelo computador atingiram patamares iguais ao Natal
do ano passado. Neste período, deve se considerar que as pessoas
compram mais e os rendimentos eqüivalem a dois ou três meses do
ano. A expectativa sobre o comércio eletrônico é de que as vendas
de dezembro sejam o dobro em relação ao ano de 2000-4. Atualmente,
Peres estima que 1,1 empresas brasileiras já atuam no e-commerce.
Peres afirma que no Brasil o número de usuários deste tipo de serviço
chega hoje a 2 milhões de pessoas. "É um número considerável, que
deve aumentar com o crescimento de ferramentas de operação a serem
implantadas pelas grandes redes de produtos", declara.
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