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São Paulo -
Apesar de preocupado e receoso com as questões relacionadas à insegurança
dentro da Internet, o consumidor virtual brasileiro não deixa de
realizar compras ou utilizar serviços da rede mindial de computadores
em seu dia-a-dia. Essa foi a conclusão de sondagem sobre "Segurança
e Privacidade na Internet", realizada pela empresa de consultoria
Pricewaterhouse Coopers, em parceria com a e-bit (www.ebit.com.br),
especializada em pesquisa, marketing e tecnologia online.
Realizado entre
os dias 1° e 10 de outubro, o levantamento envolveu um universo
de 1.172 e-consumidores, considerados exeperientes em transações
de compra pela Internet. "A grande faixa de pesquisados concentrou-se
entre as pessoas de 25 a 50 anos, a maioria pertencente às classes
A e B, que são na verdade, a População Economicamente Ativa (PEA)
da Internet", explica Luis Otavio Amaral, sócio-responsável por
pesquisas da e-bit.
Segundo números
do Ibope, o potencial consumidor da web brasileira alcança hoje
de 1 milhão a 2 milhões de pessoas, o equivalente a 15% do número
total de internautas do país. Pelas conclusões da pesquisa nacional,
apresentada ontem em São Paulo. 89% dos entrevistados realizam atividades
na Internet, ainda que isso possa colocar em risco a privacidade
dos usuários.
Detalhes sobre
conta bancária e cartão de crédito largam na frente (com 68% e 61%,
respectivamente) na lista de informações a que os e-consumidores
oferecem maior resistência para fornecer.
Registros médicos
(46%), informações sobre relaconamentos que mantêm com outras pessoas
(46%) e detalhes sobre comportamento sexual (54%) vêm em seguida,
como itens de maior tabu dentro da rede. De acordo com Amaral, a
segurança na Internet espalha um paradoxo. "A questão da percepção
e prática são muito distintas."
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