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O avanço do comércio eletrônico
Por Pedro Guasti

O mercado de e-commerce de venda direta ao consumidor já é uma realidade no Brasil. Em 2001, eram pouco mais de 700 mil os adeptos às compras virtuais. Atualmente, após cinco anos, mais de 6,5 milhões de pessoas já tiveram, pelo menos, uma experiência de compra na internet.

Considerando os anos de 2001 a 2005, o comércio eletrônico faturou cerca de R$ 6,8 bilhões. Para o fechamento desse ano, a e-bit espera que o segmento fature R$ 4,3 bilhões, o que resulta em um crescimento nominal de 70% em relação a 2005, o mesmo valor faturado nos anos de 2001 a 2004.

Em 2005, com 4,8 milhões de adeptos, o setor gerou 8,8 milhões de pedidos. Já em 2006, com a fidelização dos que já compravam mais a entrada de novos e-consumidores, a projeção é de que as lojas virtuais fecharão o ano com 6 milhões de pedidos a mais, ou seja, cerca de 14,8 milhões de pedidos ao longo de 12 meses.

E não pára por aí! A expectativa é que daqui a 3 anos, em 2009, o número de e-consumidores dobre passando a cerca de 13 milhões de pessoas comprando pelo canal.

Apesar de ser um número bastante expressivo, ainda é pouco. Ainda mais se levarmos em conta, segundo o Ibope eRatings, que hoje já existem cerca de 35 milhões de internautas em todo Brasil, sendo 26 milhões também usuários de internet banking, segundo a Febraban.

Assim, a expectativa é que o setor continue crescendo acima de 45% ao ano, atingindo a marca de R$ 6 bilhões em faturamento de bens de consumo já em 2007.

E nem poderia ser diferente, afinal, em uma economia em que a internet e, consequentemente, o comércio eletrônico cresce mais do que o PIB, a tendência é que cada vez mais os negócios migrem para a rede numa velocidade muito maior do que o crescimento do mercado como um todo.