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Do Sudeste para o Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste
Por Pedro Guasti

Apesar de pouco tempo de existência, menos ainda no Brasil, o comércio eletrônico já passou por inúmeras transformações e, como está crescendo a taxas superiores a 40% ao ano, a realidade de hoje deve se transformar em um futuro próximo.

Por exemplo, a participação feminina nas vendas das lojas virtuais que representavam menos de 39% em 2002, hoje já superam mais de 43%, com tendência de crescimento para os próximos anos.

Uma outra grande transformação vem se mostrando na questão da renda familiar dos adeptos ao e-commerce. A renda média, principal indicador para a penetração das classes sociais dos e-consumidores está caindo. Atualmente, cada pessoa que adquire um produto em alguma loja virtual brasileira tem cerca de R$ 3.600,00 reais de renda familiar, apesar de distante da realidade nacional, essa renda já chegou a ser superior aos R$ 5.000,00. Isso mostra que, as compras pela Internet, antes utilizadas apenas pelas pessoas de maior poder aquisitivo, vindo principalmente das classes A e B, começa e conquistar, paulatinamente, adeptos de menor poder de compra. Hoje podemos dizer que, a distribuição dos compradores começa a se estratificar mais entre a sociedade e, diferentemente de cerca de três anos atrás, o e-consumidor já não é mais um “bicho” de outro planeta.

Confirmando essa teoria está a evolução do número de pessoas que já experimentaram, pelo menos por uma vez, a comodidade e a conveniência de fazer suas compras sem sair de casa, utilizando um computador e uma conexão à Internet.

Hoje já são mais de 7,5 milhões de brasileiros responsáveis pelos números expressivos do segmento no Brasil. Além disso, a expectativa é que, a esses 7,5 milhões se juntem mais 2,5 milhões de pessoas até o final do ano e cheguemos à expressiva marca de 10 milhões de e-consumidores até o final de 2007.

E, o potencial de crescimento ainda é muito maior. Segundo dados do Ibope eRatings, o Brasil já possui uma população de mais de 32 milhões de internautas e, segundo a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) já existem por aqui mais de 20 milhões de usuários cadastrados nos serviços de Internet Banking. Ou seja, para os próximos anos, a adesão da população já incluída digitalmente deve sustentar os índices de crescimento do “e-commerce.com.br”.

Outro indicador que aponta para a evolução do setor é a diminuição da concentração dos Estados do Sudeste nas vendas das lojas virtuais brasileiras. Para se ter idéia, os consumidores do Estado de São Paulo já chegaram a ser responsáveis por mais de 60% de todos os pedidos feitos pela Internet. Agora, representam cerca de 40%. Se levarmos em consideração que as vendas das lojas virtuais em São Paulo ainda estão em crescimento, esse quadro indica que, fora do Estado, as vendas crescem em um ritmo ainda mais acelerado.

O cartão – preferido do Oiapoque ao Chuí
A adoção do cartão de crédito como meio preferido para os pagamentos das compras nas lojas virtuais sempre foi apontado como um dos responsáveis pelo desenvolvimento acelerado do comércio eletrônico no Brasil. Mas, um levantamento de sua utilização por região nunca havia sido realizado.

Assim, a concentração do e-commerce nos Estados do Sudeste poderia influenciar o volume financeiro transacionado com o dinheiro de plástico nas lojas virtuais brasileiras, que, em março representou cerca de 80% de todo o dinheiro que circulou em pagamentos aos varejistas B2C no país.

Mas, apesar de terem uma representatividade menor nas vendas do comércio eletrônico, a utilização do cartão de crédito como meio de pagamento no Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste é igual ou muito próxima da utilização nas compras realizadas pelos consumidores do Sudeste.

Para se ter uma idéia, em abril, 80% de todo o volume financeiro das vendas com destino aos Estados do Norte e Nordeste foi realizado com o cartão de crédito. Percentual igual ao do Sudeste.

Sul e Centro-Oeste tiveram adesão muito parecida com 78% cada um.

Além disso, a utilização do boleto bancário como meio de pagamento das compras virtuais representa menos de 9% do volume financeiro nos Estados do Nordeste e Sudeste e cerca de 11% nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste.

Isso indica que, apesar de cada região do Brasil ter suas características particulares, o desenvolvimento do setor segue para um mesmo caminho e, com certeza deve alcançar o mesmo resultado: Sucesso!!!