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O verdadeiro espetáculo do crescimento
Por Pedro Guasti

O verdadeiro espetáculo do crescimento. Essa frase pode definir muito bem o momento do comércio eletrônico brasileiro. Somente em 2006, o setor faturou R$ 4,4 bilhões de reais (excluindo-se as vendas de passagens aéreas, automóveis e sites de leilão). Conquistou mais de 2,2 milhões de novos consumidores - atraídos pela comodidade, facilidade e segurança que o canal proporciona -, atingindo um total de 7 milhões na base de e-consumidores no final do ano passado e cada vez mais tem conquistado seu espaço nas vendas de bens de consumo nacional.

Para 2007, a expectativa de crescimento é de 45% em relação ao ano anterior, alcançando um faturamento em torno de R$ 6,4 bilhões. O número de pessoas adeptas às compras virtuais também deve ter um crescimento elevado, cerca de 40% em relação a 2006, atingindo quase 10 milhões de usuários comprando pela rede.

Só para se ter uma idéia do crescimento do comércio eletrônico, em janeiro desse ano o volume de pedidos feitos na web cresceu quase 60% em relação ao mesmo período do ano passado, gerando mais de 1 milhão e 400 mil pedidos em apenas um mês. Tendência que deve acompanhar o percentual de crescimento do faturamento nos próximos anos.

Esse aumento no volume de pedidos nas compras virtuais se deve basicamente ao aumento na freqüência de compra por parte daqueles que já estão habituados ao canal e começam a realizar mais pedidos pela internet, em um curto espaço de tempo, e à entrada de novos e-consumidores.

E, se o comércio eletrônico vem conquistando tanto espaço, um dos principais responsáveis por isso é o cartão de crédito. Os dois estão extremamente ligados. Isso porque essa modalidade de pagamento, além de ser a moeda preferida pelos internautas na hora de pagar suas compras, é também a mais adequada ao ambiente digital.

Sabendo disso, os emissores de cartão de crédito devem, cada vez mais, investir em estratégias para conquistar, gradativamente, a confiança dos milhões de usuários de serviços bancários pela internet que ainda não se habituaram a efetuar compras por esse canal.

Por causa disso, sempre vale a pena conhecer um pouco mais sobre o perfil das pessoas que utilizam a internet para efetuarem suas aquisições online.

Em março desse ano, 72% das pessoas do sexo feminino que efetuaram, pelo menos, uma compra online, utilizaram como meio de pagamento o cartão de crédito, contra 74% do sexo masculino. Além disso, quando observamos o universo total de compras online pagas com o dinheiro de plástico, constatamos que a participação dos homens utilizando esse meio de pagamento ainda é bem mais representativa do que a participação feminina, sendo 57% e 43% respectivamente.

Mesmo assim, esse cenário está em evolução, já que em 2002, a participação feminina não ultrapassava os 39%. Além disso, segundo o Ibope NetRatings,  em dezembro do ano passado, o número de mulheres que navegavam em sites de e-commerce na internet residencial brasileira cresceu 35% em relação ao mesmo período de 2005, chegando a 3,6 milhões de visitantes dos shoppings ou lojas virtuais.

E a probabilidade dessas mulheres que visitam sites de e-commerce virem a comprar produtos pela internet, tornando-se e-consumidoras, e utilizarem como meio de pagamento o cartão de crédito é alta visto que essa modalidade de pagamento é uma das que mais oferece segurança ao consumidor virtual.

Somente para efeito de comparação, vale ressaltar que, segundo pesquisa do e-Marketer, a web americana deve fechar 2007 com 97 milhões de mulheres online contra 91 milhões de pessoas do sexo masculino. A diferença de participação no e-commerce internacional mostra que no Brasil esse panorama deve mudar consideravelmente.

Já em relação à faixa etária do consumidor, quando verificamos a quantidade de compras realizadas pela internet que são pagas com o cartão de crédito, observamos que a maioria - cerca de 38% - são efetuadas por pessoas que tem entre 35 e 49 anos de idade. Além disso, 77% das pessoas que se encaixam nessa faixa etária utilizam o cartão de crédito como meio de pagamento, independentemente da bandeira utilizada.

A explicação para esses números pode ser baseada no fato de que o público um pouco mais maduro, que possui uma renda um pouco mais elevada, adota o cartão como sua principal moeda de pagamento, principalmente na internet, não tendo o menor receio de utilizá-lo em suas compras na web.

O mesmo não ocorre com o público mais jovem, entre 18 e 24 anos, que participa apenas com 13% das compras realizadas pela internet e pagas com o dinheiro de plástico. Isso acontece, pois na maioria das vezes, nem todos os jovens são bancarizados ou possuem um cartão de crédito, e, quando o possuem, seu limite é mais baixo devido à renda mensal. Nesse caso, quem ganha participação é o boleto bancário, já que para sua utilização não é necessário possuir conta em banco e, muito menos, um limite mais elevado.

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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