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Datas comemorativas
Em 2006, o Dia das Mães e o Natal que geralmente são as datas mais importantes tanto do varejo tradicional quanto do virtual, ganharam um reforço extra representado pela Copa do Mundo de futebol que ajudou a impulsionar as vendas e aumentar o índice de faturamento no primeiro semestre.
Dessa maneira, a Copa do Mundo de futebol foi grande impulsionadora para as vendas de produtos eletrônicos, principalmente Televisores e Home Theather, representando no período de 29 de abril a 30 de junho, um faturamento de R$ 690 milhões de Reais.
As demais datas comemorativas como Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Dia das Crianças também aqueceram, mesmo que em menor quantidade, as vendas em seus respectivos meses.
No ranking dos mais vendidos algumas categorias que geralmente são bastante afetadas dependendo da ocasião não tiveram tanta influência nesse ano. No Dia das Crianças, por exemplo, a categoria de Brinquedos, que geralmente conta com uma representatividade maior em comparação com o restante do ano, não foi a preferida das crianças. Na ocasião, elas optaram por ganhar telefones celulares, video games e artigos de informática.
Além das datas convencionais, esse ano como de costume, a camara-e.net em parceria com algumas das maiores lojas de comércio eletrônico, promoveram a quinta edição do LiquidaWeb, evento caracterizado por oferecer descontos, pagamento facilitado, isenção de frete e outras facilidades na tentativa de atrair mais e-consumidores.
Comércio no Brasil
Considerando os anos de 2001 a 2005, o comércio eletrônico faturou cerca de R$ 6,8 bilhões. No fechamento de 2006, a e-bit calculou um faturamento de R$ 4,4 bilhões para o segmento de e-commerce, o que resultou em um crescimento nominal de 76% em relação a 2005, o mesmo valor faturado nos anos de 2001 a 2004.
Para se ter idéia, em 2005, durante o período que corresponde às vendas do Natal, as lojas virtuais faturaram R$ 458 milhões e em 2006 o faturamento nesta data comemorativa foi R$ 700 milhões.
Com isso, percebemos que novos e-consumidores estão aderindo e se rendendo às facilidades e vantagens do canal de compras pela web. Dessa forma, é altamente provável que, a cada dia mais, o varejo virtual passe a disputar de ‘igual para igual’ com o varejo tradicional a preferência do consumidor.
Portanto, assumirá a liderança o varejista que conseguir adequar estratégias multicanais ao seu modelo de negócio.
Evolução do Faturamento
Fonte: Grupo de pesquisas e-bit (www.ebitempresa.com.br)
Formas de pagamento
Com relação ao meio de pagamento preferido do e-consumidor pouca coisa mudou. Os adeptos às compras virtuais continuam utilizando com maior freqüência o cartão de crédito, representando mais de 70% no volume financeiro das compras feitas pela rede.
Em segundo lugar, observamos uma tímida participação dos boletos bancários - cerca de 13% - como opção de pagamento utilizado pelos ‘web shoppers’ nas compras por esse canal.
Pagamentos em cheque ou dinheiro têm um índice bem menor na preferência dos e-consumidores. Talvez, por gerarem um processo logístico mais demorado, além de ser um meio de pagamento conceitualmente menos adequado ao ambiente virtual.
Quando observamos o valor do tíquete médio por meio de pagamento, percebemos que os pagamentos efetuados com cheque têm um tíquete médio maior – R$ 342 – do que o das compras pagas com cartão de crédito – R$ 309 –, apesar da freqüência desse último ser maior na rede.
Pagamentos com cartões de débito, apesar de ainda terem pequena participação, também apresentam um tíquete médio alto, cerca de R$ 310.
Em relação aos meios de pagamentos aceitos nas lojas virtuais, o percentual é o seguinte:

Fonte: Grupo de pesquisas e-bit (www.ebitempresa.com.br)
Concluindo...
O mercado de e-commerce de venda direta ao consumidor já é uma realidade no Brasil chegando em 2006 a atingir em um único ano, o faturamento equivalente a soma de quatro anos atrás. Este volume não contempla a venda de passagens aéreas, veículos e leilão virtual.
E nem poderia ser diferente, afinal, em uma economia em que a internet e, consequentemente, o comércio eletrônico apresenta um crescimento vigoroso desde 2001, a tendência é que cada vez mais os negócios migrem para a rede numa velocidade muito maior do que o crescimento do mercado como um todo.
Ao que tudo indica, o horizonte do comércio eletrônico é bastante promissor. É de se esperar que a barreira da insegurança seja, aos poucos, superada. E cada vez mais, novos consumidores deverão passar a fazer parte desse grande, desafiador e gratificante mercado.
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