Publicação de Artigos

<< voltar

Mundo virtual
Por Pedro Guasti

Comodidade, praticidade e velocidade na comparação de preços são alguns dos fatores que, desde 2000, fazem com que o crescimento do comércio eletrônico no Brasil seja constante. Essas vantagens e benefícios oferecidos por esse novo canal de compras têm sido cada vez mais os motivos que levam tanto os consumidores quanto os varejistas a procurarem essa alternativa para a aquisição ou venda de produtos e serviços. Mesmo assim, às vezes, a insegurança nas compras online e nas transações financeiras ou até mesmo na entrega dos produtos impedem que o crescimento desse setor seja ainda mais pujante.

Dessa forma, a expectativa é que o comércio eletrônico continue crescendo acima de 45% ao ano. Essa previsão pode ser feita baseada no aumento do número de e-consumidores, com a tímida, porém, já percebida inserção da classe C, fidelização daqueles que já têm o hábito de comprar no canal e a popularização dos computadores e consequentemente da banda larga junto às residências.

Analisando-se o fechamento dos seis primeiros meses de 2006, o setor apontou um crescimento nominal no faturamento de 79% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O primeiro semestre do ano representou vendas de cerca de 1 bilhão e 750  milhões de reais, contra 974 milhões de reais de janeiro a junho de 2005.

O valor médio anual gasto em cada compra foi R$ 296, porém com a mudança na preferência dos e-consumidores por compras de produtos de maior valor agregado como aparelhos eletrônicos e celulares, a tendência é que fique acima de R$ 300 Reais o tíquete médio das compras virtuais em 2007.

Devido ao crescimento na base de e-consumidores e no aumento do uso do canal, o setor fechou o ano com 6 milhões de pedidos a mais que em 2005 atingindo o resultado de 14,8 milhões de pedidos ao longo de doze meses. Tendência que deve acompanhar o percentual de crescimento do faturamento nos próximos anos.

Na lista dos produtos mais vendidos em 2006, a categoria de Livros, Revistas e Jornais permaneceu na liderança com 17% de representatividade. Em segundo lugar, os Títulos de CD, DVD e Vídeo representaram 16%. Produtos de maior valor agregado que se encaixam na categoria de Eletrônicos, como TV’s, Aparelhos de Som, Vídeo ou DVD, ocuparam a terceira posição no ranking com 15% de representatividade. A tendência é que essa categoria continue a subir de posição nos próximos anos, já que na medida em que, os internautas adquirem uma maior confiança no canal, com a utilização de banda larga e serviços bancários, eles passem gradativamente a ser tornarem e-consumidores de produtos mais caros.

 

Média anual do Tíquete Médio
1

Base Amostral
2001: 207.187
2002: 291.701
2003: 346.579
2004: 448.028
2005: 573.662
2006: 910.450

 

Fonte: Grupo de pesquisas e-bit

6,8 milhões de e-consumidores

Em 2001, eram pouco mais de 700 mil os adeptos às compras virtuais. Atualmente, após 5 anos, sete milhões de pessoas já tiveram, pelo menos, uma experiência de compra em alguma loja virtual brasileira. Isso significa dizer que no ano de 2006 houve um crescimento de 46% em relação ao ano anterior na base total de e-consumidores.

Apesar de ser um número bastante expressivo, ainda é pouco. Ainda mais se levarmos em conta, segundo o Ibope eRatings, que hoje já existem cerca de 35 milhões de internautas em todo Brasil, sendo 26 milhões também usuários de internet banking, segundo a Febraban.

O percentual de participação do público feminino vem crescendo ao longo dos anos e em 2006 subiu três pontos percentuais, atingindo 42% de representatividade. Já em relação à faixa de idade da maioria dos e-consumidores, o número se manteve estável com 70% entre 25 e 49 anos realizando pedidos pela rede.

No Brasil, São Paulo ainda é o estado com o maior número de pessoas que fazem compras pela internet. Só para se ter uma idéia, nas vendas compreendidas entre 15 de novembro e 23 de dezembro, esse estado participou com 40% delas em comparação com o restante do país. Só na cidade paulistana, as vendas de Natal representaram 20% do total.

O número de e-consumidores satisfeitos com as compras realizadas no canal é grande – cerca de 86% - porém ainda há muito que fazer para aperfeiçoar o segmento e se preparar para a entrada de cada vez mais clientes.

Quantidade de e-consumidores: Crescimento 

2
                                    Fonte: Grupo de pesquisas e-bit (www.ebitempresa.com.br)
                                    Dezembro de 2001 a Dezembro de 2006

 Continuar >>