Entrevista do Mês

O Diretor geral de e-commerce da Máquina de Vendas, Marcelo Ribeiro, conta sobre suas estratégias e visões para o e-commerce brasileiro.


Marcelo Ribeiro - Diretor Geral da Máquina de Vendas

1- Conte-nos um pouco sobre como você vê o cenário de e-commerce no Brasil e quais suas expectativas.

Vejo com otimismo. O e-commerce apresenta altas taxas de crescimento, muito acima das apresentadas por outros setores, e tem tudo para continuar assim. Os grandes varejistas já entraram no negócio e têm trabalhado de forma consistente. Daqui para frente, a expectativa é que sejam criadas grandes lojas de nichos, com serviços diferenciados, atraindo cada vez mais consumidores.

 

2- Segundo os números da e-bit, o comércio eletrônico brasileiro deve faturar R$ 18,7 bilhões em 2011. Quais são as principais estratégias do grupo para ganhar share em um mercado tão disputado?

Nós temos uma estratégia clara de participação: trazer para o e-commerce a experiência das lojas físicas, adequando ao virtual, ao tipo de serviço que o consumidor busca. Além disso, os preços baixos funcionam como diferencial.

Vamos lançar também três sites de nichos, que oferecerão ao consumidor produtos exclusivos e atendimento diferenciado. Dois desses sites serão lançados ainda esse ano. O primeiro será de colchões e o segundo de sapatos. O terceiro será lançado em 2012. Além disso, também estamos trabalhando no segmento de clube de compras, no caso, o Clube Ricardo, em que a parceria é com a própria Máquina de Vendas.

3- O e-commerce brasileiro é composto por grandes grupos que lideram o setor, entre eles, a Máquina de Vendas. Como vocês encaram a concorrência e como se preparam para ela??

A Máquina de Vendas é a segunda maior do varejo no país e a concorrência está cada vez mais acirrada. Nós buscamos trabalhar a situação com bastante respeito, estudando todos os fatos para agir de maneira mais eficiente e agressiva no mercado.

4- Como você enxerga a atuação do long tail no e-commerce brasileiro??

Ainda há muito para ser explorado, as empresas têm muito que melhorar no que se refere a serviços e mercadorias. Mas a entrada dos grandes magazines no setor e também o aumento de sites especializados trarão muitas melhorias nos próximos anos.

5- A Máquina de Vendas também está muito presente no mundo offline. Como vocês tratam o cruzamento dos canais dentro do grupo? Até quanto é importante ter sinergia?

São 50 lojas físicas como piloto e mais de 50 mil produtos. Diante disso, a melhor sinergia acontece dentro da Máquina de Vendas. Nós nos reunimos constantemente para definir estratégias, compra de produtos. São conversas diárias. Há muita troca de informação e percepção.

6- O Brasil ainda enfrenta problemas logísticos no seu território. Como a Máquina de Vendas pretende se planejar para as vendas de fim de ano?

  1. Todos os grandes varejistas passaram por algum problema desse tipo no final do ano passado. Para evitar que a situação se repita, nós fizemos grandes investimentos, não só pensando nas vendas de Natal, mas pensando no ano como um todo. Quase quadruplicamos os nossos centros de distribuição, aumentamos o quadro de funcionários, duplicamos o número de parceiros e trabalhamos, atualmente, com duas áreas de qualidade. Essas melhorias fizeram com que as quatro bandeiras com as quais trabalhamos (Ricardo Eletro, Insinuante, City Lar e Eletro Shopping) fossem classificadas como Diamante pela e-bit.


7- Como vocês enxergam a contratação de profissionais para o setor de e-commerce da Máquina de Vendas? Tem dificuldades? Até que ponto é preciso treiná-los?

É muito difícil encontrar profissionais totalmente preparados para o comércio eletrônico. Por isso, buscamos pessoas que, independente da experiência, demonstrem bom senso, grande capacidade de aprender e de tomar decisões. Não temos um treinamento oficial. A preparação acontece no dia-a-dia. Os resultados têm sido bons. Contamos com uma ótima equipe de profissionais.

8-Como os números do acompanhamento que a e-bit faz das vendas online ajudam o grupo a melhorar os seus resultados?

Os números da e-bit ajudam muito e estão presentes em todas as reuniões. São os principais indicadores. Através deles, nós conseguimos, de fato, enxergar, ouvir, sentir o cliente. É a melhor referência. As sugestões e elogios dos clientes ajudam a definir o que precisa ser melhorado e o que está dando certo.

9- Quais são os próximos desafios a serem conquistados pela Máquina de Vendas com a internet?

Consolidar as novas operações de nicho, continuar o plano de integração com as lojas físicas e conquistar mercado onde essas lojas físicas não estão presentes, como por exemplo, no Sul do país.



 

 

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