Milhares de pessoas têm cada vez mais "acesso a tecnologia". Ter um computador em casa e, conseqüentemente, internet se tornou mais fácil. Seja pela facilidade em adquirir, com formas de pagamento e preços acessíveis, seja pela rapidez com que os produtos são lançados. No Brasil somente em 2007 foram vendidos mais de 10,7 milhões de computadores.
Com isso, os adeptos ao comércio eletrônico crescem a cada dia. A renda média desses compradores vem caindo ano a ano, o que indica que mais pessoas da classe C estão sendo conquistadas pelas facilidades das lojas virtuais, território antes utilizado somente pelas classes A e B.
No entanto, ainda podemos perceber algumas diferenças nos carrinhos de compras dessas pessoas. Em uma pesquisa da e-bit realizada no período de Natal de 2007 (de 15/11 a 23/12), quando comparamos a porcentagem de Títulos de CD, DVD e Vídeo que são consumidos pelas classes A e B e pela classe C temos um número de 8% e 7% respectivamente (empate técnico).
Já quando comparamos itens de Informática, geralmente artigos mais caros como computadores, impressoras, notebooks, softwares e acessórios há um consumo de apenas 9% na classe C, enquanto que nas classes A e B esse número passa para 12%. Esses números são iguais também se compararmos compras da categoria de Saúde e Beleza, como perfumes e cosméticos.
No entanto, a maior distância ainda se encontra no consumo de Livros: enquanto as classes A e B têm porcentagem de 17%, a classe C fica apenas com 12%.
Outro fator interessante da pesquisa é que apesar da renda dos e-consumidores ter caído, ainda percebemos uma grande diferença entre as pessoas de classes A e B e C, o que pode ser justificado pelo nível de escolaridade.
Enquanto 34% do público com renda familiar de até R$ 3 mil possuem ensino superior completo ou pós-graduação, 79% das pessoas com renda familiar superior a R$ 5 mil, possuem esse nível de escolaridade.
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