e-bit na mídia

Vendas online vão explodir em todos os setores em relação ao fim de 2008
12/12/2009 Expresso MT

Redução de IPI e ampliação de prazos estimularam o comércio eletrônico.

Neste Natal os brasileiros vão consumir pela internet de uma maneira como nunca fizeram antes. Todos os segmentos esperam alta nas vendas em relação a dezembro do ano passado: o turismo online pode crescer 10%, grandes varejistas com loja virtual preveem crescer até 80%, e o varejo virtual como um todo pode expandir em 30% sua receita.
 
 
Segundo pesquisa da E-Consulting, especializada em turismo, as vendas por internet vão aumentar 10% neste ano e faturar R$ 4,5 bilhões. Mas, apesar do crescimento, o comércio virtual representa apenas 10% do mercado de turismo brasileiro, de acordo com estimativa da ABAV (Associação Brasileira de Agências de Viagens).
 
Alex Todres, sócio do portal Viajanet, fala do momento vivido pelo mercado:
 
- Lançamos o portal há 40 dias. Escolhemos o fim do ano porque sabíamos que seria favorável, e tivemos um volume três vezes maior do que o esperado. O momento do mercado de turismo no Brasil, com preços muito convidativos, é bom para o online que precisa ganhar seus consumidores.
 
Preços convidativos nas passagens aéreas, dólar baixo, e reaquecimento da economia após a crise mundial tornaram o cenário favorável para que até o mais tradicional dos consumidores se aventurasse na compra online de viagens.
 
- Em países como a Inglaterra o turismo online já é de 20% do mercado. Com isso podemos ver como é grande o déficit no Brasil. Há dados de que no Brasil o turismo online é só entre 3% e 5% do mercado de turismo.
 
O turismo representa hoje 6% do PIB (soma das riquezas produzidas no país) e movimenta mais de R$ 17,6 bilhões (US$ 10 bilhões) por ano em venda de passagens. Para o diretor de assuntos internacionais da ABAV, Leonel Rossi, o mercado deve crescer nos próximos anos.
 
- Somos um país continental, com economia que está crescendo. O número de pessoas que viajam no Brasil ainda é pequeno em relação à população. São apenas 13 milhões de pessoas viajando, menos de 10% da população. Isso sem contar que 70% das viagens no Brasil são a trabalho, ou seja, a maioria das pessoas não está viajando a lazer.
 
Além do crescimento do setor, o turismo online espera se beneficiar da entrada da classe C no mercado online, explica Todres, do Viajanet.
 
- Os preços das viagens e as atuais condições de pagamento são compatíveis com a classe C. E a classe C deve deixar de usar a internet só para relacionamento, como faz hoje, para efetivamente comprar online.
 
Bens de consumo
Dados da e-bit, consultoria especializada em comércio eletrônico, mostram possível aumento de 30% na receita do varejo virtual entre 15 de novembro e a véspera do Natal. Isso deve somar R$ 1,630 bilhão no período.
 
 
A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de geladeiras, fogões e máquinas de lavar associada à entrada dos consumidores de classe C na internet são os responsáveis pela explosão do e-commerce. Vicente Criscio, consultor de varejo virtual, destaca dados da e-bit que indicam que o ano deve terminar com 17 milhões de consumidores virtuais, dos quais 40% da classe C.
 
O Extra.com projeta crescimento de 50% na receita da loja virtual sobre o Natal de 2008, segundo o vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar, Caio Mattar. Ele atribui boa parte deste crescimento aos novos consumidores da classe C, que passaram acessar a internet por computadores simples e pela ampliação das formas de pagamento.
 
O parcelamento da compras feitas no seu site pode chegar 18 vezes sem juros no cartão Extra. No Natal passado, o prazo máximo chegava a 12 vezes.
 
- Nossa expectativa é bem alta, teremos um Natal bem quente.



 

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