e-bit na mídia

Vendas de eletrônicos devem crescer 30% neste Natal
7/12/2009 Tribuna Impressa

Os comerciantes de Araraquara estimam que o faturamento com venda de eletrônicos neste Natal cresça, no mínimo, 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo representantes de lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, ao contrário do que houve nos três últimos anos, os celulares deverão perder o posto de produto mais consumido no Natal para os aparelhos de MP3 player - que reproduzem música - e câmeras fotográficas, que desde agosto estão ocupando as vitrines das principais lojas do setor.
Luis Antonio Rodrigues, gerente do Magazine Luiza, diz que a procura pelos MP3 está muito grande e deve aumentar mais ainda nas próximas semanas. “O Dia das Crianças foi um bom termômetro para percebemos que seria necessário preparar os estoques. Os MP3 devem vender muito”, prevê. Segundo ele, o produto pode ser encontrado em várias marcas, modelos e preços, o que torna a procura ainda maior.
No Magazine Luiza, um aparelho de MP3, com 256 mega bits de memória, pode ser encontrado a partir de R$ 139. “Os aparelhos que estão na promoção vendem como água”, brinca o gerente. Nas lojas de Araraquara, o preço médio de um MP3 é R$ 150.
Rodrigues diz que o advento da internet e o preço mais baixo dos computadores foram um dos motivos para as vendas crescerem tanto. “Aumentou o número de pessoas com acesso à internet e, consequentemente, aos MP3. Por isso, o aparelho é tão procurado”, fala. Neste ano as vendas de computadores registram forte crescimento principalmente devido à queda do dólar (que barateou alguns componentes) e isenções de tributos para máquinas populares.
Nas lojas Colombo, os estoques de MP3 também estão maiores para suprir a demanda de vendas de Natal. O gerente Neuto Trez diz que todos os dias têm clientes à procura dos tocadores de música.
As câmeras digitais também devem ser bem procuradas neste Natal. No mercado é possível encontrar produtos que variam de R$ 400 a R$ 10 mil. “As câmaras são uma tendência que ganhou força este ano e o acesso a elas, devido aos preços e variedades, está mais fácil do que em 2005”, observa Trez.
Nas lojas de Araraquara, tanto os DVDs quanto as televisões de 29 polegadas também são produtos que movimentam o consumo neste Natal. Segundo os empresários do setor, com os preços menores a tendência é que a procura seja bem considerável. “Estamos vendendo bastante televisores e DVDs ”, comemora  o gerente da Colombo.
As televisões de 29 polegadas, que no final do ano passado custavam cerca de R$ 1 mil, agora podem ser encontradas a partir de R$ 700 e os DVDs, que já custaram mais de R$ 500, estão na média dos R$ 200.
Os aparelhos de celulares, apesar de não liderarem as vendas, também continuam sendo  bem procurados. A variedade de marcas, modelos e principalmente preço impulsionou bastante o público popular a adquirir ou trocar o aparelho. Os mais baratos podem ser comprados a partir de R$ 100.

Internet

No site de busca Bondfaro, que pesquisa preços e compara produtos na internet, os aparelhos de MP3 são o segundo eletrônico mais procurado, perdendo apenas para a televisão de plasma. Entre os itens de fotografias, as máquinas digitais são as mais pesquisadas, seguidas por acessórios como pilhas e baterias. No site estão cadastradas as principais lojas de vendas on-line, entre elas Submarino, Shoptime.com e Extra.
Outro produto muito procurado nos sites são os aparelhos de DVD.

Sites também esperam faturar alto com consumismo natalino

Em geral, as vendas de eletrônicos devem crescer 64,8% neste Natal, segundo a empresa de marketing on-line e-bit. O faturamento de sites de comércio eletrônico deve crescer de R$ 458 milhões entre 15 de novembro e 23 de dezembro de 2005 para R$ 755 milhões neste ano.
O percetual de crescimento é bastante superior ao do comércio tradicional. A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), por exemplo, estima que as vendas dos shoppings brasileiros no Natal de 2006 tenham um crescimento de 4% a 5% na comparação com o mesmo período do ano passado. O volume de vendas alcançaria R$ 60 bilhões.
No ano, o faturamento deve atingir R$ 4,3 bilhões, o que representa uma alta de 72% em relação a 2005 (R$ 2,5 bilhões).
A previsão inicial era de que as vendas chegassem a R$ 3,9 bilhões neste ano. Segundo a e-bit, o número foi revisado devido ao aumento da utilização de internet por banda larga e do total de internautas.
Os produtos mais procurados nos sites, a exemplo do ocorrido nas lojas do varejo, também devem ser eletrônicos. (Fernanda Manécolo)

Financiamentos e preços estimulam vendas neste segmento

Os produtos eletrônicos agradam os consumidores de várias faixas etárias e, por isso, sempre são muito vendidos na época de Natal, segundo Fernanda Della Rosa, diretora de assuntos econômicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio). “É novidade, podem ser financiados e as lojas devem fazer promoções. Estes também são fatores que favorecem”, afirma.
Segundo ela, roupas, calçados e brinquedos continuam figurando entre os mais procurados, assim como no Natal de 2005. Os CDs e os DVDs também devem ter bom desempenho porque são itens de valor acessível.
O celular, que dominou as vendas até 2005, já não deve fazer tanto sucesso com os consumidores. Os computadores também podem aumentar as vendas, mas ainda não será acessível para todas as faixas de renda, apesar dos descontos e das facilidades de financiamento.
Entretanto, a Fecomercio prevê que as vendas dos eletroeletrônicos no Natal não salve o ano para o setor. O segmento acumula queda de 10,4% até setembro, em relação a 2005, e deve fechar o ano em baixa na comparação com o ano passado, quando as vendas cresceram 9,5% em relação a 2004.
No Estado, o comércio em geral espera crescimento de 3,4% no ano. Em 2005, a alta ficou 2,8% em relação a 2004.
“Tudo vai depender do nível de comprometimento da renda do consumidor. Se ele atingir um patamar muito alto de endividamento, vai gastar menos. No entanto, confiamos no aquecimento do mercado com parte do 13o salário”, acrescenta Fernanda.  Na última pesquisa, em outubro, 62% dos mil entrevistados tinham dívidas e, 41% deles, estavam com débito em atraso.
Em outubro do ano passado, o índice de endividamento estava em 58%. Os débitos em atraso também representavam 41% das contas.



 

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