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Bons ventos para o Natal
4/12/2009 TI Inside

Saímos da crise de cabeça erguida”. Essa declaração vem do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e marca o final do fosso monetário, iniciado no segundo semestre de 2008 nos Estados Unidos e que abalou o mundo. Além da declaração “festiva” de Mantega, o Fundo Monetário Internacional (FMI) também divulgou boas informações para mercados futuros. Após refazer os cálculos, o FMI modificou a previsão de crescimento do Brasil para 2010, avisando que, diferente dos 2,5% divulgados anteriormente, chegaremos ao patamar de até 3,5%. Um montante que traduz a superioridade da economia nacional em relação a outras nações, já que a previsão de crescimento médio da economia mundial é de aproximadamente 3,1%.

Junto com a positividade para a economia nacional, existe a expectativa de que as festas de final de ano tragam bons resultados para o comércio em geral. Entre os segmentos, de acordo com a Associação do Comércio Eletrônico, o e-commerce, até o fim de 2009, chegará a um faturamento de aproximadamente R$ 10,5 bilhões, além da inclusão de mais 4 milhões e-consumidores. Para o período específico do Natal, a entidade acredita que as pessoas irão gastar, pela internet, um total de até R$ 346 milhões.

Segundo Pedro Guasti, diretor geral da consultoria e-bit, que fornece informações sobre o comércio eletrônico, o Natal lojista (15 de novembro a 23 de dezembro) é o período que corresponde entre 18% e 20% do faturamento anual para o comércio geral. “Para 2009, a expectativa é que o e-commerce lucre de 25% a 30% acima do ano passado”, diz.

Conforme aponta a Associação do Comércio Eletrônico, enquanto 90% das grandes empresas utilizam a internet, a quantidade de PMEs cai para 71%. Além disso, 80% da renda obtida em e-commerce pertence às grandes empresas. O objetivo da entidade é que a participação de comerciantes menores aumente de 20% a até 30% em 2010. Como exemplo, a varejista Casas Bahia, que abriu a sua loja virtual em fevereiro, informa que trabalha com a projeção de ampliar em 20% as encomendas e vendas para a data (incluindo lojas físicas), se houver produtos disponíveis na indústria.

Preparativos para o Natal

Para conseguir bons lucros, satisfazer o cliente é primordial. Em comunhão com essa teoria, na prática, a partir de novembro, as lojas virtuais também devem aumentar seus estoques e contratar mais funcionários para atender o aumento da procura nesse período. “Elas também realizam estratégias de logística com as distribuidoras e melhoram a performance do backoffice para conseguir entregar as encomendas no prazo determinado”, completa Guasti.

A novidade desse ano para a divulgação e ofertas dos produtos são as redes sociais. O representante da e-bit indica que canais como Twitter, Orkut e Facebook serão o diferencial para a aquisição de mais clientes e o aumento do faturamento. “Cada vez mais as lojas passaram a utilizar o Twitter como instrumento de divulgação das ofertas relâmpagos para os consumidores. Para o período de Natal, essa será a grande novidade”, afirma Guasti. Já o site BuscaPé criou uma rede social integrada ao Orkut, onde as pessoas podem anunciar seus produtos no canal da loja virtual e ser visto ao mesmo tempo na página da comunidade do Google.

Pedro Guasti indica que o e-commerce corresponde a 3% do faturamento total das empresas. “Se comparar aos EUA, que os resultados são de 7%, podemos considerar baixo. Mas friso que estamos crescendo gradativamente, principalmente nesse ano que o número de compradores virtuais aumentou de forma expressiva”. Hoje são cerca de 14 milhões de e-consumidores ativos e a projeção até o final do ano é que alcance 17 milhões. “Essa quantidade representa 25% das pessoas que acessam a internet no País”, completa.

Como o próprio FMI enxerga projeções positivas para as festas de fim de ano, além de mencionar o Brasil como futuro líder do crescimento econômico da região, “a empresa que não entrar no e-commerce perderá renda, porque cada vez mais os consumidores optarão por esse canal de compra”, alerta Guasti.



 

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