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Com impulso do Ponto Frio, Pão de Açúcar quer liderança no comércio eletrônico
2/12/2009 Folha Online

Impulsionado pelos resultados do Ponto Frio, o Grupo Pão de Açúcar vai em busca da liderança no comércio eletrônico. Segundo Enéas Pestana, vice-presidente administrativo e financeiro da empresa, esse segmento é a "joia da coroa" e vai movimentar mais de R$ 1 bilhão em vendas neste ano na empresa.

"Vamos intensificar nossos investimentos e fazer esse negócio crescer para brigar pela liderança desse segmento", disse.

O grupo não divulga os números exatos da expansão no faturamento do Extra.com em relação ao ano passado, informando apenas que as vendas virtuais continuam crescendo acima de 50% no ano. No Ponto Frio, houve alta de 197% no terceiro trimestre ante igual período em 2008, para R$ 173,4 milhões, e de 95% no acumulado dos nove meses de 2009, para R$ 386,3 milhões.

"O pontocom é um foco estratégico. À medida em que decidimos intensificar o investimento em categorias de não-alimentos, eletroeletrônicos principalmente, evidentemente que a gente vai impulsionar fortemente esse canal de vendas", completou Pestana.

Segundo a consultoria e-bit, especializada no setor, a participação de mercado do líder em vendas no comércio eletrônico, a B2W, formada pela fusão de Submarino e Americanas.com, caiu de 41,5%, no primeiro semestre de 2008, para 36% no mesmo período deste ano.

Considerando os dez primeiros colocados, essa fatia passou de 76,3% para 74,1%. Uma das razões dessa descentralização, de acordo com a e-bit, é a ampliação de informações sobre lojas e produtos em sites de busca e comparação de preços.

Outra aposta do grupo para o próximo ano é o mercado de imóveis, com a criação de uma empresa para administrar esse segmento que terá "um ativo inicial ao redor de R$ 1,8 bilhão a R$ 2 bilhões", de acordo com Pestana. "Com esse tamanho de ativos e a carteira de recebíveis já é certamente uma das maiores empresas imobiliárias do país", completou.

Sinergias

Sobre as sinergias com o Ponto Frio, adquirido em junho deste ano, o presidente da empresa focada em eletroeletrônicos, Jorge Herzog, disse que devem ficar acima dos R$ 500 milhões previstos inicialmente, mas não revelou o número. "O foco é a rentabilização das lojas existentes", afirmou, acrescentando que as unidades com resultados abaixo da média do grupo serão fechadas.

Isso não quer dizer, afirma, fechar lojas que estejam próximas, por não considerá-las sobreposição, já que é normal ter mais de uma unidade da mesma bandeira no segmento de eletroeletrônicos na mesma rua ou no mesmo shopping center. Embora o mais provável seja o corte de funcionários com a união de duas empresas, segundo Herzog, "houve mais admissões do que demissões" nesse caso, até porque foi preciso aumentar o quadro de empregados nas lojas do Ponto Frio.

A junção das duas financeiras do grupo está em estudo e deve ser feita "tão logo seja possível", nas palavras de Pestana.

Os investimentos de R$ 750 milhões previstos para este ano podem não ser alcançados, admite o vice-presidente do grupo. Até setembro, foram R$ 429,8 milhões, sendo R$ 215,7 milhões no terceiro trimestre. Para 2010, de acordo com Pestana, os aportes devem ficar "bem acima disso", com concentração na abertura de lojas do Assai, do Extra Fácil e em supermercados dessa bandeira.



 

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