e-bit na mídia

InfoMoney: Atraso em entregas de compras feitas pela internet pode gerar indenizações
22/12/2008 InfoMoney / Online

O consumidor que, para escapar do tumulto típico de shoppings nesta época do ano, escolheu a internet para a compra dos presentes natalinos, mas teve problemas no recebimento das aquisições, pode pedir o dinheiro de volta ou, dependendo do caso, até entrar na justiça com pedido de indenização.

Quem faz o alerta é o advogado especializado em direito do consumidor, Josué Rios. Se a pessoa comprou em uma data especial como o Natal e o atraso da entrega causar constrangimento, é possível, sim, conseguir uma indenização. Quando é um brinquedo para uma criança ou uma mãe idosa, que sente falta do presente, e o processo de reclamação trouxer muitos transtornos para o consumidor, os juízes costumam acatar, diz, segundo publicado pela Agência Brasil.

Dinheiro de volta

Se o caso não foi tão grave a ponto de pedir uma indenização, a pessoa pode, ainda, cancelar a compra e receber o dinheiro de volta com correção. Neste caso, o prazo de devolução não pode ser inferior a um mês.

Rios também lembra que a ausência de nota fiscal não impede a troca do produto, seja a compra feita pela internet ou não. Mas aconselha que as pessoas anotem o número de protocolo fornecido pelos atendentes para provar que tentou se comunicar com a empresa.

Justiça

Além de guardar o número de protocolo, caso desconfie de algum problema e opte pela troca, é possível levar testemunhas que comprovem a compra, bem como, a fatura do cartão de crédito ou débito.

A mesma recomendação vale para quem pretende pleitear uma indenização.

E-commerce


Neste Natal, dados da consultoria e-bit indicam que as vendas devem registrar um faturamento de aproximadamente R$ 1,350 bilhão, valor 25% superior ao registrado entre 15 de novembro e 24 de dezembro do ano passado.

O resultado positivo, apesar da crise financeira internacional, deve-se ao aumento do número de internautas domiciliares brasileiros, que teve um avanço de 21,39% em setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. A alta eleva a base de potenciais clientes, o que deve fazer com que o comércio eletrônico continue crescendo na casa dos 20% nos próximos anos, mesmo com o cenário econômico desfavorável.

De acordo com relatório da corretora Link Investimentos, atualmente, as pessoas que costumam comprar pela internet realizam menos de duas aquisições por ano, enquanto que nos Estados Unidos são dez compras anuais.

Além do maior número de internautas, a segurança dos sites e comodidade de se realizar uma compra em casa também deve atrair novos e-consumidores, acredita a corretora.



 

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