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Copa do mundo: Um golaço o e-commerce
Por Pedro Guasti
Mais uma vez o maior evento esportivo do mundo impulsionou as vendas do comércio eletrônico. E não foram apenas as vuvuzelas e os artigos verde-amarelos que movimentaram as lojas. De olho nas melhores ofertas e da facilidade de comparar preços online, os e-consumidores fizeram desta Copa do Mundo a Copa da Web.
O aumento na venda de TVs de tela plana é um dos fenômenos mais evidentes de que a demanda no varejo eletrônico aumentou para essa Copa. De acordo com a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), os fabricantes comercializaram 19,6% mais TVs este ano, totalizando 11,5 milhões de unidades.
Em 2010, a influência da Copa nas vendas do comércio eletrônico já pôde ser medida pelos resultados do Dia dos Namorados, que teve desempenho superior a 45% em relação ao ano passado. No ano de 2009, aliás, o resultado dessa data foi 21% maior que em 2008, ou seja, menos que a metade do alcançado este ano.
O mesmo ocorreu com o Dia das Mães, que registrou faturamento 42% superior a 2009, número que tinha sido bem menor comparado ao crescimento sobre 2008: 15%. Como as datas foram próximas do início da competição, muitos presentes certamente foram relacionados com os jogos, como eletrônicos e artigos esportivos.
Além das mães, o mês de maio também foi um bom termômetro da aceleração nos negócios do varejo digital promovida pela Copa, já que a categoria Eletrônicos representou 9% das vendas do e-commerce brasileiro nesse mês. Esse número representa um crescimento de 70% no volume de pedidos comparado ao mesmo período de 2009 e um acréscimo de 109% no faturamento destas linhas de produtos.
A forte procura por artigos ligados ao evento gerou uma forte concorrência de preços, principalmente no comércio eletrônico. As ofertas variaram bastante no período e certamente a Internet desempenhou um papel importante na decisão de compra.
Em Maio, uma busca no BuscaPé mostrava que a diferença de preços de TVs de LCD chegavam a quase mil reais para os mesmos modelos, o que fez com que os consumidores consultassem a Web, mesmo que tenham optado em comprar nos shoppings ou lojas de rua.
Na Copa de 2006 o comércio eletrônico registrou crescimento recorde de 76% no ano. Certamente fecharemos 2010 com crescimento bem superior a um ano sem influência da copa, levando-se também em conta que nos últimos quatro anos a base de consumidores virtual cresceu consideravelmente e o hábito de compras on-line é cada vez mais presente entre os brasileiros.
Com a próxima Copa a ser disputada no Brasil, é de se esperar que o varejo online entre novamente em campo para golear. Quem ainda não vestiu a camisa do e-commerce é bom não demorar em montar seu esquema tático para 2014. É isso, ou se conformar com a derrota.
* Diretor-Geral da e-bit
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